Pedale em paz, Marina Harkot

Ciclistas no velório da Marina. (Thomas Wang/BZS)

A sensação estranha de ter pedalado com um misto de sentimentos. Dor, tristeza, angústia, impotência, indignação, revolta… Tudo isso misturado. Perdemos uma amiga, uma irmã, uma companheira do pedal. Marina Harkot era uma amiga de todos, uma pessoa sempre de bem com a vida, daquelas que fazia todos sorrirem quando ela chegava.

Marina Harkot ao ser eleita representante dos ciclistas no Conselho Municipal de Transporte e Trânsito (CMTT)

Marina tinha 28 anos, uma pesquisadora da USP com mestrado, boas ideias e um futuro brilhante pela frente. Tudo isso deixou de importar no sábado de noite, quando ela foi morta por um motorista que a atropelou e fugiu, deixando ela ferida e sozinha na Av. Sumaré, na Zona Oeste. Não vamos entrar no debate sobre o que aconteceu porque não temos as informações. Mas sabemos que nossa amiga foi atropelada e abandonada por um motorista covarde, que não teve a decência de parar e ligar para o resgate. Um imprudente que fugiu sem prestar socorro.

Ciclistas se dirigem ao local do atropelamento (Thomas Wang/BZS)

Perder alguém querido nunca é fácil. Perder uma pessoa animada como a Marina é pior ainda. Marina é a terceira ciclistas morta em São Paulo em menos de 15 dias:

Nesses atropelamentos, famílias que são destruídas. Para João e Marina, os últimos momentos foram solitários. Fico angustiado quando penso neles no chão, sozinhos. Um motorista (ou qualquer ser humano) que abandone uma pessoa que acabou de machucar é um covarde.

Todos os dias ciclistas ouvem insultos e levam finas de motoristas imprudentes e irresponsáveis como esses. Infelizmente muitos motoristas ainda acham que as ruas são para os carros (ou para quem tem um motor). Mas não são. As ruas são de todos: pedestres, ciclistas, motociclistas, patineteiros, skatistas, motoristas, passageiros… Nossa cidade precisa de ruas inclusivas, de ruas seguras, de ruas humanas.

A bicicleta não é apenas um hobby ou esporte, ela é também é um meio de transporte e uma ferramenta de transformação. Precisamos enxergar os ciclistas, assim como os pedestres, de forma prioritária. Não podemos nos contentar com o mínimo para os mais frágeis (como aquele farol de pedestres que abre por menos de 5 segundos para o pedestre atravessar ou aquela ciclofaixa que praticamente só tem sarjeta e bueiros). As ruas devem ser reformadas para atender as pessoas. Se isso vai diminuir espaço ‘dos carros’ nas ruas, que seja. Precisamos de calçadas e ciclovias largas e lisas, precisamos de travessias elevadas (“lombofaixas”), precisamos de ilhas de pedestres, precisamos de calçadas ampliadas nas esquinas. Precisamos de fiscalização nas ruas. Precisamos transformar nossa cidade para que ela seja ocupada por pessoas, e não motores.

No próximo domingo, 15/11, teremos eleições para prefeito e vereador. Você sabe se o seu candidato defende a implantação de mais ciclovias e ciclofaixas? Não importa o partido e a orientação política, a bicicleta é apartidária. Fazer ciclovias, calçadas, fiscalizar e punir motoristas infratores… Tudo isso melhora a segurança e a qualidade de vida de todos nós. Então vote em um candidato que apoia uma cidade mais humana e mais sustentável. Com certeza Marina iria votar em um candidato/a que defendesse uma cidade mais inclusiva. Ela acreditava na mudança e na humanidade.

Assim como Julie e Igor, Marina é mais uma amiga que se vai. Morta pela violência do trânsito. Tirada de nós subitamente, sem um último abraço ou beijo. Com uma despedida fria e dolorosa. Mas que a dor se transforme em luta. Pois é o que cada um deles faria: continuaria lutando por todos nós.

Marina, Julie, Igor, Lucas e João Xavier. Que esses nomes não sejam esquecidos e que vocês não se tornem dados frios numa planilha ou apresentação da Prefeitura ou Governo. Vocês são nossas estrelas, que nos guiarão nas lutas que virão.

Como diz nosso amigo Alex Gomes, no Estadão: “Por você, Marina, continuaremos lutando pelas coisas bonitas dessa vida, como ver mais gente ocupando a cidade com música e gargalhadas. Queremos ruas que acolham tanto quem caminha a passos rápidos, como quem precisa de bengalas ou quem engatinha.

Nunca te esqueceremos Marina, e por sua história pedalaremos ainda mais.

Homenagem deixada na via onde Marina foi atropelada. (Paulo Alves/BZS)
Homenagem próxima do local onde Marina foi morta. (Paulo Alves/BZS)
Ciclistas próximos ao local do atropelamento. (Thomas Wang/BZS)

#NaoFoiAcidente #BastaDeMortesNoTransito #JusticaPorMarina #MarinaPresente

(Equipe Bike Zona Sul: Carla Moraes, Kristofer Willy, Marivaldo Lopes, Lucian De Paula, Paulo Alves, Taiana Dutra e Thomas Wang)

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Como abaixo-assinados podem criar ciclovias

No final de 2013 o Bike Zona Sul criou o primeiro abaixo-assinado de sua história, que pedia uma ciclovia na Avenida Paulista. Após a ajuda de mais de 20.000 pessoas, fomos recebidos pelo prefeito Fernando Haddad (PT), que se comprometeu a construir essa importante ciclovia. Na Paulista, antes da ciclovia, passavam cerca de 977 ciclistas por dia. No mês seguinte a construção da ciclovia o número de ciclistas subiu para 2112 pessoas. Menos de 1 mês depois, já havia mais que o dobro de ciclistas.

Após o primeiro abaixo-assinado ser atendido, criamos outros. O único atendido na época foi o da Rua da Consolação. Essa ciclofaixa foi criada após muita pressão dos ciclistas sobre a Prefeitura e o Ministério Público, que tentou impedir a implantação das ciclovias e ciclofaixas. Felizmente a Justiça teve bom senso e permitiu que a Prefeitura retomasse as obras. Outra petição que fizemos na época foi a da ciclovia da Rua Domingos de Morais, entregue pela Prefeitura recentemente.

Infelizmente vários ainda não foram atendidos e as ciclovias ainda não existem:
Rua Luis Góischange.org/CicloviaNaLuisGois
Rua Pedro de Toledochange.org/CicloviaNaPedroToledo
Av. Santo Amarochange.org/ciclovianasantoamaro
Ponte Eusébio Matosochange.org/ciclovianaeusebiomatoso
Rota Márcia Pradochange.org/governo-de-sp-pelo-cumprimento-da-lei-rota-marcia-prado

Abaixo-assinados como esses mostram que há mais pessoas apoiando a construção de infraestrutura cicloviária e ajudam a pressionar a Prefeitura e o Governo do Estado. Por isso é importante que cada um de nós assine e compartilhe petições a favor de mais ciclovias.

Enquanto as novas ciclovias e ciclofaixas não são sinalizadas os ciclistas continuam em perigo. Quem pedala sabe, pedalar numa ciclovia ou ciclofaixa é bem mais seguro. Vamos cobrar o prefeito Bruno Covas e todos os candidatos para que eles se comprometam a fazer novas ciclovias!

(Equipe Bike Zona Sul: Kristofer Willy, Marivaldo Lopes, Lucian De Paula, Paulo Alves e Thomas Wang)

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Carta dos Coletivos Regionais de Ciclistas para candidatas e candidatos em São Paulo

A carta está disponível em: https://drive.google.com/file/d/1GJqcqwSuL2O-MNLJx53w81nMCONDGlG5/view?usp=sharing .

(Equipes Bike Zona Sul, Bike Zona Oeste, Bike Zona Leste e Bike Zona Norte)

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Relato da reunião técnica da CTB com a Prefeitura – 05/10/2020

No dia 05/10/2020 os conselheiros da Câmara Temática de Bicicleta do Conselho Municipal de Trânsito e Transporte se reuniram virtualmente com funcionários da Prefeitura, Secretaria de Mobilidade e Transportes (SMT) e Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Participaram ciclistas de todas regiões da cidade, dos coletivos regionais (BZS, BZLBZO e BZN) e imprensa especializada (Renata Falzoni e Rogério Viduedo).

A secretária Elisabete França manteve seu posicionamento informando que os 174 quilômetros serão entregues conforme acordado. Segundo foi apresentado, foram entregues 24,6 km de ciclofaixas/ciclovias e há 49,2 km em obras:

Ou seja, 73,9 km estão em andamento:

Desses, 34,9 km são contatos da SMT executados pela Secretaria Municipal de Subprefeituras (SMSUB):

Vias com ciclofaixas sendo implantadas pela SMSUB (21,5km) e previsões de entregas.
Vias com ciclofaixas implantadas pela SMSUB (13,5km).

Já sobre as licitações da Secretaria de Mobilidade e Transportes, foi informado que a SMT fez reuniões com o Tribunal de Contas do Município (TCM) para sanar dúvidas e enviou as respostas solicitadas pelo TCM, que precisa avaliar e retornar.

Slides enviados pelo TCM para a SMT (parte 1).
Slides enviados pelo TCM para a SMT (parte 2).
Slides enviados pelo TCM para a SMT (parte 3).

Além dos 34,9km contratados pela SMT e executados pela SMSUB, a SMSUB também é responsável por contratar e executar outros 68km de ciclofaixas:

Desses 68km, menos da metade está em andamento: 20,7km em obras e apenas 7,5km foram entregues.
Ciclofaixas sendo implantadas pela SMSUB: 28,2 km.

Parte das novas ciclovias/ciclofaixas prometidas para 2020 será feita pela parceria público-privada (PPP) da Habitação:

Vias que receberão ciclovias/ciclofaixas pela PPP da Habitação, totalizando 29km.

Sobre as ‘requalificações’ (que na prática são manutenções) Prefeitura informou que já foram concluídos 151 km e há outros 25,2 km em andamento:

[Disponibilizamos a apresentação completa aqui]

Estamos em outubro e apenas 24,6km de novas ciclovias/ciclofaixas foram entregues, sendo que há 49,5km em obras… No total , temos apenas 74,1km dos 173,4km em obras! Isso quer dizer que as obras nem começaram para 100 km das ciclovias e ciclofaixas previstas para 2020.

O prefeito Bruno Covas (PSDB), que é candidato a reeleição, prometeu fazer 173,4 km de novas ciclovias e ciclofaixas, porém até agora menos da metade está em obras!

Nós esperamos que a meta seja cumprida e continuaremos dialogando, pois nosso objetivo é melhorar a segurança para os ciclistas. Questionamos sobre as obras em várias regiões da Zona Sul como a Av. Roberto Marinho, R. Neto de Araújo, R. Pedro de Toledo, R. Itapaiúna, R. Pedro Bueno e tantas outras importantes para a Zona Sul, porém as respostas não trazem previsões sobre a implantação da maioria das estruturas.

Enquanto isso, ciclofaixas removidas na surdina continuam apagadas (como a Amarilis apagada em 2017!), as poucas da periferia estão sumindo por falta de manutenção e há pouquíssimas estruturas previstas para as periferias… E no Extremo Sul existem apenas três previstas: Av. Carlos Caldeira, R. Miguel Yunes e R. Itapaiúna até a Ponte Laguna, mas as obras não começaram em nenhuma delas!

Continuaremos cobrando o poder público e fazendo sugestões, mesmo que muitas vezes a Prefeitura não nos ouça. Não vamos parar até que todos ciclistas possam se deslocar com segurança!

(Equipe Bike Zona Sul: Kristoffer Willy, Lucian De Paula, Paulo Alves e Thomas Wang)

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Assine a petição pela ciclofaixa da Rua Pedro de Toledo!

O prefeito Bruno Covas prometeu implantar 174 km de novas ciclovias e ciclofaixas em São Paulo até o final de 2020, mas por enquanto menos de 20 km foram sinalizados. Há várias obras de recapeamento do asfalto, porém pouquíssimas dessas obras já contam com sinalização das novas ciclofaixas. 

Uma das obras mais atrasadas é a da Rua Pedro de Toledo, na Vila Clementino. Segundo a CET, nem o projeto da ciclofaixa foi feito. Essa ciclofaixa foi a mais votada na oficina participativa/workshop do Plano Cicloviário 2019-2020 e está no Mapa de Infraestrutura Cicloviária da CET:

Na última reunião da Câmara Temática de Bicicleta, a CET afirmou que ainda não possui projeto para essa importante ciclofaixa. Segundo eles, a Rua Pedro de Toledo não poderia contar com ciclovia pois possui a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), com seu hospital universitário, e o Hospital São Paulo. Entretanto, a própria UNIFESP já entregou ofícios solicitando a criação da ciclofaixa na Rua Pedro de Toledo, pois funcionários e alunos usam a bicicleta como meio de transporte. 

Por conta dessa falta de ação por parte da Prefeitura, um dos editores do Bike Zona Sul que trabalha e mora na região decidiu criar um abaixo-assinado para cobrar a CET: www.change.org/CicloviaPedroDeToledo  . Assine e compartilhe, vamos exigir que a CET implante a ciclofaixa da Rua Pedro de Toledo!

A ciclofaixa da Rua Pedro de Toledo em um trajeto muito importante pois vai conectar a ciclovia da Domingos, 4 estações de Metrô, a UNIFESP, o Hospital São Paulo, passar por cima da Av. 23 de Maio, Hospital da AACD, Hospital do Servidor Público Estadual, conectar a ciclovia da Ascendino Reis, e seguir até o Parque do Ibirapuera, que se conecta com a ciclovia da Hélio Pellegrino. Ou seja, ela atende todos os critérios de planejamento que a CET estabeleceu:

  • Intermodalidade com eixos de transportes públicos
  • Alta demanda
  • Viabilidade
  • Conexão com ciclofaixas existentes
  • Redução de acidentes

Além disso, a praça da estação Santa Cruz é um espaço que concentra centenas de ciclo entregadores, que são parte dos serviços essenciais durante a pandemia. Eles não têm nenhuma rota mais direta e segura do que a rua Pedro de Toledo para ir da Vila Clementino até Moema, e de lá para a Faria Lima, duas áreas onde há muita demanda. Esses trabalhadores são muito importantes e precisam ser protegidos. Eles precisam que a CET entregue a ciclovia da Pedro de Toledo e muitas outras previstas para que possam continuar trabalhando com segurança.

A ciclofaixa nessa rua conectaria diversas escolas e faculdades, que têm investido para receber alunos, professores e funcionários que chegam de bicicleta. A UNIFESP, por exemplo, cujo campus de ciências médicas entende os benefícios da bicicleta para a saúde, recentemente publicou um Chamamento Público para a instalação de novos paraciclos para atender a demanda.

Essa estrutura também atenderia diversos hospitais da região, facilitando as vidas de médicos, enfermeiros e funcionários que vão trabalhar de bicicleta, assim como as vidas de vários pacientes que não possuem dificuldades de locomoção, o que liberaria estacionamento para aqueles que têm dificuldades de locomoção ou necessidades especiais. Implantar a ciclofaixa é uma medida de saúde pública, que reduz o número de atropelamentos e vítimas, e que melhora o sistema cardiovascular, reduzindo doenças crônicas ligadas ao sedentarismo como sobrepeso, hipertensão, diabetes, e outras, aliviando a carga de trabalho do SUS.

A ciclovia também seria boa para o comércio local, já que frequentemente cruzamos com as bicicletas de entrega próprias de restaurantes e padarias da Vila Clementino.

Por isso queremos que a CET respeite os desejos da população e entregue essa ciclovia que é exigida há anos e foi considerada a principal prioridade nas oficinas do Plano Cicloviário da Vila Mariana! Por uma São Paulo mais segura, mais móvel e mais saudável! Queremos a ciclovia da Pedro de Toledo!

Assine e compartilhe a petição:
www.change.org/CicloviaPedroDeToledo

(Equipe Bike Zona Sul: Lucian De Paula e Thomas Wang)

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Nova ciclofaixa da Neto de Araújo vai conectar a Vergueiro, Dionísio da Costa e Ricardo Jafet!

Essa é uma análise rápida pois o trecho é bem curto, com cerca de 600 metros. A nova ciclofaixa ficará na Rua Neto de Araújo, próxima à Estação Vila Mariana.

Na imagem abaixo temos as ciclofaixas existentes em vermelho e as prometidas para 2020 em roxo, das quais temos duas em estágios finais das obras: a Avenida Ricardo Jafet e a Rua Domingos de Morais. As duas são importantes para a Zona Sul pois conectam estruturas existentes e permitem o deslocamento seguro em vias que possuem tráfego pesado e são rotas primárias para ciclistas pois são planas e retas.

Atualmente, as duas estruturas implantadas e as demais na região não estão conectadas pois faltam trechos entre elas, como fica claro no centro do mapa, onde existe a ciclofaixa da Rua Dionísio da Costa, porém ela não se conecta à da Rua Vergueiro.

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A ciclofaixa da Rua Neto de Araújo fará essa conexão, além de fornecer uma rota para a futura ciclofaixa da Av. Engenheiro Luís Gomes Cardim Sangirardi, que irá em direção à Aclimação.

Apesar de a nova ciclofaixa ser bem-vinda, o projeto deixa a desejar pois a conexão não será completa. No projeto não há indicações de que as travessias entre a futura ciclofaixa e as ciclofaixas existentes serão sinalizadas.

Não está prevista sinalização entre a ciclofaixa da Rua Vergueiro e a futura ciclofaixa da Neto de Araújo:

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Essa travessia precisa ser conectada para que os ciclistas que usam a Vergueiro saibam que existem ciclofaixas por dentro do bairro e possam acessá-las com segurança. Da mesma forma, os ciclistas que vierem pela Neto de Araújo precisam conseguir acessar a ciclofaixa da Rua Vergueiro de forma direta e segura.

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Após passar pela futura ciclofaixa da Rua Neto de Araújo, o ciclista se encontra no cruzamento com a Av. Lins de Vasconcelos, que também não terá conexão sinalizada:

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Ponto de vista do ciclista que vier da Rua Vergueiro em direção à R. Calixto da Mota/Dionísio da Costa pela R. Neto de Araújo. (Google)

A ausência de uma conexão sinalizada entre as duas ciclofaixas é ruim pois deixará os ciclistas expostos em um cruzamento movimentado, onde cada via de acesso possui sua regra, há ônibus circulando em diferentes sentidos e uma ciclofaixa pode não ser visível a partir da outra (e vice-versa).

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Rota do ciclista que vier pela Dionísio da Costa/Calixto da Mota para a Neto de Araújo no sentido R. Vergueiro/Paraíso. (Google)

A Rua Neto de Araújo possui um potencial muito bom para conectar as estruturas existentes nas ruas Vergueiro e Calixto da Mota/Dionísio da Costa, porém sem a sinalização nos cruzamentos parte desse potencial se perde.

É nos cruzamentos que a maioria dos atropelamentos e colisões acontece, por isso é necessário sinalizar todas travessias e realizar acalmamento de tráfego nesses trechos. Infelizmente, esse projeto não prevê sinalização nem acalmamento de tráfego nos dois cruzamentos onde a futura ciclofaixa vai se conectar às duas existentes.

Sem a sinalização das travessias, ciclistas iniciantes e mais frágeis (como crianças e idosos) vão se sentir inseguros e podem acabar sendo atingidos por veículos motorizados. É necessário que as travessias sejam sinalizadas, trazendo mais segurança para todos.

Esperamos que a CET inicie a sinalização da ciclofaixa da Rua Neto de Araújo (e dos demais 174 km prometidos), assim como sinalize as travessias de ciclistas nos dois cruzamentos citados.

E não perca: no dia 04/09, às 20h, o Bike Zona Sul fará uma live para debater o andamento das obras cicloviárias em São Paulo! Você poderá participar ao vivo comentando e enviando perguntas pelo nosso Youtube e Facebook!

(Equipe Bike Zona Sul: Kristofer Willy, Paulo Alves e Thomas Wang)

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Veja como vai ser a ciclofaixa da Av. Roberto Marinho!

No dia 06/08 a Prefeitura anunciou que as obras da ciclofaixa da Avenida Roberto Marinho iam começar essa semana, então estamos ansiosos! Por enquanto não vimos nada, mas esperamos que essa ciclovia seja entregue o quanto antes! Atualmente a região possui somente a ciclovia da Berrini, já que a Ciclovia Rio Pinheiros não tem acesso ali. Vale lembrar que a ciclovia da Berrini acaba de repente porque a SPObras não entregou a ciclovia da Chucri Zaidan/Cecilia Lottemberg, que possui projeto e verba da Operação Urbana Águas Espraiadas.

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Nossa análise começa na Estação de Transferência/Terminal Água Espraiada, onde a ciclovia da Av. Eng. Luis Carlos Berrini deveria se conectar com a da Av. Jornalista Roberto Marinho, porém o projeto não mostra essa conexão no cruzamento:

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Outro ponto que nos incomoda é o uso da calçada para sinalizar a ciclovia quanto há 4 faixas no sentido Marginal Pinheiros da Roberto Marinho e mais 2 no sentido Jabaquara (além de outras 4 sentido Jabaquara interditadas por causa das obras da Linha Ouro). A calçada no trecho é insuficiente para a quantidade de pedestres e possui largura bem menor que as faixas de rolamento, não seria melhor utilizar uma das faixas para a ciclovia?

A situação fica pior entre as ruas Araçaíba e Guaraiuva, onde será feita uma calçada compartilhada (e não uma ciclovia na calçada como no trecho anterior):

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Nessa quadra a avenida tem 10 faixas (5 em cada sentido), porém a CET quer que os ciclistas e pedestres dividam uma calçada estreita? Abaixo é possível perceber como o espaço está mal distribuído:

BZSNa foto é possível perceber que a avenida tem espaço de sobra para que a faixa ao lado da calçada seja transformada em ciclovia, conforme abaixo:

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No cruzamento da Rua Guaraiuva temos outra situação estranha, onde o semáforo não vai priorizar os ciclistas, mas vai priorizar o tráfego dos demais veículos:

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Independente de onde venha e para onde vá, o ciclista sempre terá que esperar 2 tempos do semáforo para conseguir atravessar em segurança. Por que a CET não sinaliza travessias em dois sentidos como na Paulista com a Consolação?

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Cruzamento da Rua da Consolação com a Av. Paulista possui tempo próprio e travessias em dois sentidos para facilitar a vida dos ciclistas (Google).

Do cruzamento com a Rua Guaraiuva, a ciclofaixa segue pelo canteiro central da avenida, junto ao córrego. Ela estará dos dois lados do córrego e será monodirecional (mão única) no mesmo sentido que os demais veículos.

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No cruzamento com a Rua Gabriel de Lara/Ribeiro do Vale não há travessias transversais para ciclistas que quiserem acessar a ciclofaixa. No mesmo cruzamento, pedestres continuarão sendo obrigados a fazer a travessia em duas fases para priorizar os carros na avenida. O projeto preliminar que recebemos, também não prevê a conexão com a futura Estação Vila Cordeiro (da Linha 17 Ouro) e nem se a estação terá bicicletário. A estação e o bicicletário são de responsabilidade do Governo do Estado.

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O problema se repete em todos cruzamentos da avenida: não serão sinalizadas travessias para as ruas laterais. O que acontece se os ciclistas quiserem sair da ciclofaixa para entrar em uma das ruas transversais e vice-versa (em azul) ? Eles devem sair da ciclofaixa somente nos cruzamentos com faixas de pedestres? Ou devem tentar atravessar as 5 faixas de tráfego para tentar chegar? Já comentamos sobre esse problema no projeto da Av. Ricardo Jafet, que não possui praticamente nenhuma travessia segura para os ciclistas entrarem/saírem da ciclofaixa, que fica no canteiro central da avenida.

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No trecho próximo da Av. Portugal temos os mesmos problemas: faltam travessias de ciclistas e faixas de pedestres.

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Na altura da Estação Campo Belo/Av. Santo Amaro não há travessias sinalizadas para os ciclistas acessarem o bicicletário existente na estação (destacamos a rota em azul e bicicletário em verde).  A Av. Santo Amaro será ampliada, porém não receberá ciclovia. Por isso, o Bike Zona Sul e o Bike Zona Oeste criaram um abaixo-assinado exigindo a implantação de uma ciclovia quando a avenida for ampliada.

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A ciclofaixa também não terá travessias para ciclistas acessarem a Av. Vereador José Diniz, mesmo ela sendo uma rota usual para muitos ciclistas.

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No trecho onde será a futura Estação Vereador José Diniz (Linha Ouro) também não há travessias sinalizadas nem informações sobre o bicicletário. Novamente, faltam travessias para ciclistas acessarem a ciclofaixa vindo das ruas laterais (ou indo para elas), assim como faltam várias faixas de pedestres.

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Ao passar por baixo da Av. Washington Luis, não há conexões com as ruas do entorno, mas existem faixas de pedestres, algo raro no restante da avenida. Também existia uma ghost bike que foi retirada pela Prefeitura, que homenageava um rapaz atropelado na Roberto Marinho por um motorista alcoolizado em 2012/13:

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No final da Avenida Roberto Marinho a ciclofaixa sobe no canteiro e estão previstas duas travessias: uma conectando a ciclofaixa com o Parque do Chuvisco e outra na calçada do lado do piscinão. Estranhamente, o projeto não prevê as conexões com a ciclofaixa da Rua Pedro Bueno (também prevista para 2020) e nem com a ciclovia do Viaduto Doutor Lino de Moraes Leme (atrasada desde 2018).

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Mapa de Infraestrutura Cicloviária da CET 

Toda ciclofaixa é bem-vinda, em especial em avenidas largas e de alta velocidade como a Jornalista Roberto Marinho. Entretanto, ao analisar o projeto dessa ciclofaixa fica claro que a Prefeitura insiste em usar o ‘espaço que sobra’ para os ciclistas, priorizando os carros e demais veículos motorizados.

Em uma avenida com mais de 10 faixas, a CET quer que o ciclista use o canto da via e a calçada quando uma das faixas poderia ser usada para a construção de uma ciclovia mais ampla e inclusiva.

Estamos felizes com a implantação dessa estrutura, mas esperávamos uma ciclovia melhor (talvez bidirecional e elevada, com travessias bem sinalizadas e a preferência para os ciclistas), dado que o discurso da gestão Doria-Covas é de ‘construir ciclovias melhores, o que infelizmente não temos visto. Nas ‘requalificações’ temos visto somente manutenção, sem a inclusão de nenhuma melhoria sugerida pela Câmara Temática de Bicicleta ou pelos ciclistas locais. Nós mesmos já fizemos sugestões ao analisar projetos anteriores (aqui, aqui e aqui).

Toda estrutura cicloviária é uma conquista dos ciclistas, porém temos a impressão de que a atual gestão da Prefeitura continua priorizando os carros e o ciclista recebe um espaço mínimo, sendo isso refletido nos projetos de novas ciclovias, como a da Roberto Marinho. Fica claro ela não foi projetada dando preferência aos ciclistas, e sim aos carros que já reinam na avenida. Será que ano que vem teremos um prefeito que realmente priorize os ciclistas?

(Equipe Bike Zona Sul: Kristofer Willy, Paulo Alves e Thomas Wang)

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A ciclofaixa do Viaduto Condessa de São Joaquim vai sair do papel!

Analisamos o projeto da ciclofaixa que vai passar pelo Viaduto Condessa de São Joaquim, conectando as ciclofaixas da Av. Liberdade e da Rua Martiniano de Carvalho/Humaitá/Abolição.

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Trecho em azul no Mapa da CET e imagem do projeto.

Nossa análise começa no cruzamento da Rua Martiniano de Carvalho com a Rua Humaitá, onde a ciclofaixa atual vira indo em direção da Rua Abolição, onde a ciclofaixa nova vai começar:

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Depois da Humaitá, a nova ciclofaixa vai virar na Rua Conde de São Joaquim, onde ela vai se tornar parte ciclofaixa e parte ciclorrota:

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Parece que no sentido da Rua Condessa de São Joaquim o ciclista terá que ir sem ciclofaixa, mas com sinalização de ciclorrota. Já o ciclista que vem da Condessa em direção à Humaitá terá uma ciclofaixa unidirecional. Seria melhor manter a ciclofaixa no padrão bidirecional existente na Rua Humaitá, que é mais seguro que uma ciclorrota. Entretanto, parece que a CET optou pela ciclorrota para manter as vagas de estacionamento e por acreditar que é uma via calma já que o limite de velocidade é de 30 km/h.

Após uma quadra na Rua Conde de São Joaquim, a ciclofaixa vira à esquerda e vai na direção do viaduto, passando por cima dele:

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Por fim, a ciclofaixa vai se conectar com a ciclofaixa existente na Av. Liberdade:

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Nossa maior dúvida é a conexão da ciclofaixa que será feita com a que existe na Av. Liberdade, porque a ciclofaixa nova não será sinalizada na esquina. Isso é ruim, pois sem a pintura na esquina a travessia será mais longa e a chance de colisões aumenta pois a área de conflito é maior.

Acreditamos que essa ciclofaixa deve ser sinalizada em breve, pois um dos editores do Bike Zona Sul já viu cavaletes na Rua Conde de São Joaquim:

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Não perca, nesta sexta (14/08)  às 18 horas, o Bike Zona Sul fará uma live para debater as principais notícias sobre bicicleta em São Paulo, clique aqui para salvar o link!

(Equipe Bike Zona Sul: Kristofer Willy, Paulo Alves e Thomas Wang)

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Inspecionamos a Ciclovia Rio Pinheiros, que reabre hoje (03/08)

Vistoriamos a Ciclovia Rio Pinheiros antes da abertura, que acontece hoje (03/08)!

No sábado, 01/08, o Bike Zona Sul e o Bike Zona Oeste inspecionaram o trecho sul da Ciclovia Rio Pinheiros (entre os acessos da Rua Miguel Yunes e o Parque do Povo). Representantes dos dois coletivos pedalaram entre os acessos da Rua Miguel Yunes e do Parque do Povo, completando a vistoria iniciada no dia 24/07

BZS
Mapa do trecho percorrido no sábado, 01/08. (mapa)

Durante o trajeto paramos em trechos onde há histórico de assaltos. Segundo a Farah, existem 4 motociclistas da segurança que percorrem a ciclovia e estão sendo estudadas outras medidas para melhorar a segurança, como a instalação de câmeras.

Também fizemos paradas em locais estratégicos para a construção de mais acessos, a principal demanda dos ciclistas. Abaixo temos a lista dos acessos sugeridos na Zona Sul:

BZS
Um dos pontos sugeridos para a construção de futuros acessos, a Ponte Jurubatuba (Av. Interlagos).

Além disso, cobramos a Farah Service, a nova empresa gestora da ciclovia, quanto ao diálogo com o poder público para a construção dos acessos previstos na Operação Urbana Consorciada Faria Lima:

  • Estação Morumbi
  • Estação Berrini / Comunidade Panorama / Real Parque
  • Estação Vila Lobos-Jaguaré / Parque Vila Lobos
  • Ponte Eusébio Matoso / Bernardo Golfarb

Também avaliamos os acessos existentes e pedimos esclarecimentos sobre as obras da Linha Ouro e das estações Santo Amaro e Morumbi. 

BZS
O acesso na Estação Santo Amaro foi modificado por conta das obras.

No caso da Estação Santo Amaro, a ciclovia passará por uma alteração para melhorar as condições de visibilidade já que o trecho possui pontos cegos nas curvas. Para isso, o acesso atual passará por manutenção e será reposicionado após o recapeamento. Nesse trecho o ponto de apoio também será reconstruído a cerca de 100 metros do local atual. Por enquanto, o acesso permanece aberto com uma parte da rampa tendo sido substituída por uma escada com canaleta para permitir a movimentação de máquinas pesadas. 

BZS
A parte final da rampa foi desmontada e está ao lado da obra. Para permitir o acesso durante as obras foi instalada uma canaleta na escada.

Já na Estação Morumbi, vimos o acesso e o bicicletário que estão sendo construídos. O bicicletário segue o padrão adotado nas estações mais recentes da Linha Lilás, porém fica embaixo da estação da futura Linha Ouro. O ponto mais incômodo é que o acesso entre o mezanino da estação e o bicicletário é feito por uma escada com canaleta, quando há espaço para uma rampa. A rampa seria mais adequada pois permitiria o acesso mais fácil e seguro, facilitando a vida de ciclistas com menos preparo físico, bicicletas de carga, triciclos, handbikes e bicicletas elétricas. Sabemos que muitos ciclistas não possuem a força necessária ou a segurança para empurrar a bicicleta em escadas, por isso é necessário que o Governo do Estado e a Secretaria dos Transportes Metropolitanos substituam essa escada por uma rampa.

BZS
Bicicletário e acesso em construção na Estação Morumbi.

Vale lembrar que o trecho entre a Ponte João Dias e a Ponte Estaiada está fechado por conta das obras da Linha Ouro, sob responsabilidade do Metrô. Enquanto o trecho está fechado, os ciclistas precisam atravessar na Ponte João Dias, indo pela ciclovia da Margem Oeste até a Ponte Cidade Jardim e acessando a ciclovia da Margem Leste pela Passarela do Parque do Povo.

BZS
Trecho entre a Ponte João Dias e a Ponte Cidade Jardim/Parque do Povo deve ser feito pela Margem Oeste (link do mapa).

No acesso do Parque do Povo vimos a instalação de um mini mercado e de uma cafeteria em estruturas de contêiner. Segundo a Farah Service, serão instaladas estruturas semelhantes em outros acessos, como na Rua Miguel Yunes/Av. Jair Ribeiro da Silva.

BZS
Na esquerda, mini mercado no acesso da Rua Miguel Yunes. Na direita, cafeteria no acesso do Parque do Povo/Ponte Cidade Jardim.

Durante a vistoria reforçamos as demandas dos ciclistas, em especial pela construção de mais acessos, instalação de iluminação e ampliação do horário de funcionamento (clique aqui para ver as demandas). Os representantes da Farah informaram que estão em diálogo com as mais de 15 empresas envolvidas na gestão do Rio Pinheiros e suas margens, assim como possíveis patrocinadores para a construção de novos acessos e mais melhorias na ciclovia.

Sabemos que a Ciclovia Rio Pinheiros envolve muitas empresas e organizações diferentes, mas nós do Bike Zona Sul e do Bike Zona Oeste estamos cautelosamente otimistas. Mesmo a Farah Service sendo responsável somente pela ciclovia da Margem Leste, esperamos que ela consiga atender às demandas apresentadas e trazer melhorias para as duas margens do Rio Pinheiros.

O Bike Zona Oeste é um dos coletivos regionais de ciclistas de São Paulo, criado por ciclistas da região e que atua junto com o Bike Zona Sul! Conheça mais sobre eles pelo Facebook!

(Equipe Bike Zona Sul: Kristofer Willy, Paulo Alves e Thomas Wang

Equipe Bike Zona Oeste: Fernando de Abreu, Renato Mariano e Simone Penninck)

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Inspecionamos a Ciclovia Rio Pinheiros com a nova gestora da ciclovia e o Bike Zona Oeste!

Membros dos coletivos Bike Zona Sul e Bike Zona Oeste realizaram uma vistoria na Ciclovia Rio Pinheiros (trecho Villa Olímpia-Parque Villa Lobos) na sexta passada, 24/07, junto a representantes da nova empresa gestora da ciclovia, a Farah Service.

BZS
Membros do Bike Zona Sul, Bike Zona Oeste e Fara Service  se reúnem antes da inspeção no ponto de apoio da Estação Vila Olímpia.

A estrutura cicloviária está fechada por causa da pandemia, mas a reabertura está prevista para dia 03/08/2020. Para a reabertura, o uso de máscara e outras medidas preventivas deverão ser obrigatórias para todos.

No trecho entre a Estação Vila Olímpia e o Parque Villa-Lobos, na Zona Oeste, pudemos ver melhorias nos pontos de apoio (como a restauração de alguns acessos e guaritas), sinalização para evitar conflitos, instalação de vending machines e de carregadores de celular, assim como chuveiros/armários (pagos) e suportes para manutenção de bicicletas.

BZS
Melhorias nos pontos de apoio: suporte para manutenção com bomba de ar e ferramentas, vending machine e local para carregar celulares.

Parte dos pontos de apoio estão restaurados e alguns acessos ainda deverão passar por melhorias (como o da Ponte Cidade Universitária). Além disso, a ciclovia deverá receber iluminação, o que permitirá a ampliação de horário de uso pela manhã e pela noite.

BZS
A sinalização recebeu melhorias para evitar colisões, porém faltam placas com o limite de velocidade.

A maior preocupação ressaltada foi a ausência de acessos em locais importantes como na altura do Parque Villa-Lobos (onde há um passarela abandonada), na Ponte Eusébio Matoso (cujo projeto e verba já estão aprovados há anos!) e vários locais na Zona Sul (que serão vistoriados futuramente). Os membros do BZS e do BZO também manifestaram sua preocupação com o limite de velocidade e tamanho dos pelotões, que devem ser controlados para garantir a segurança de todos os usuários da ciclovia.

BZS
A passarela que deveria conectar a Ciclovia Rio Pinheiros e o Parque Villa-Lobos está abandonada há anos, como já noticiamos antes. E nós tentamos por de pé!

Acreditamos que a estrutura têm um enorme potencial, uma vez que o uso de bicicleta já é alto. Segundo contagens realizadas, a maioria dos ciclistas utiliza a Ciclovia Rio Pinheiros para mobilidade, sendo ciclistas de lazer a segunda categoria mais numerosa e os de esporte a terceira. Também sabemos que a quantidade de pessoas usando a bicicleta têm crescido cada vez mais devido à pandemia de Covid19.

Os coletivos também apresentaram 10 demandas principais à Farah Service, das quais algumas já estavam em discussão e talvez possam ser atendidas.

Segue um resumo das reivindicações:

  1. Priorizar a segurança e saúde dos usuários;
  2. Diálogo constante e participativo;
  3. Criação de novos acessos;
  4. Apoio efetivo para melhorias na Ciclovia da Margem Oeste;
  5. Reinstalação ou sinalização e compensação pelo acesso removido da Ponte Cidade Jardim (Margem Oeste);
  6. Sinalização para a boa convivência de todos;
  7. Espaços e serviços dedicados com foco em mobilidade e ciclo logística (entregadores);
  8. Ampliação de horário;
  9. Plantio de árvores nativas com ciclistas e a comunidade;
  10. Limpeza.

BZS
No topo: retorno na altura do Parque Villa-Lobos. Abaixo: chuveiros e armários pagos. Na direita: acesso na Estação Vila Olímpia, com escadas e canaletas.

Esperamos que a Farah dialogue com os demais envolvidos na gestão do Rio Pinheiros para apresentar respostas construtivas para as demandas apresentadas, assim como mantenha o diálogo aberto como foi iniciado recentemente. A Ciclovia Rio Pinheiros é muito importante para nós e esperamos que ela possa se tornar um local ainda mais conectado e com boa convivência entre os diferentes perfis de ciclistas e a natureza. 

Também desejamos que ela se torne um exemplo de transformação, trazendo benefícios para todos os ciclistas, seus vizinhos e para a cidade! Quem sabe, um dia ela não se expanda pelas margens do Rio Tietê e vire uma referência para outros lugares. 

BZS
Placa indica abertura do trecho entre a Estação Vila Olímpia e a Ponte Estaiada.

Conheça o Bike Zona Oeste, um coletivo ‘irmão’ do Bike Zona Sul!

(Equipe Bike Zona Sul: Kristofer Willy, Lucian de Paula, Paulo Alves e Thomas Wang

Equipe Bike Zona Oeste: Fernando de Abreu, Renato Mariano, Sasha Hart e Simone Penninck)

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