A concessão da Ciclovia Rio Pinheiros e os problemas de sempre

No dia 11/05 a CPTM publicou uma notícia sobre obras na Ciclovia Rio Pinheiros, o que parecia ser algo bom. Mas as ‘obras’ anunciadas pela CPTM não eram nada além de corte de grama e limpeza dos banheiros existentes ao longo da ciclovia. A única obra além disso é a retirada do acesso na Ponte Cidade Jardim, na Margem Leste.

A ciclovia permanece fechada, o que obriga trabalhadores das zonas Sul e Oeste a buscarem outros caminhos, muitas vezes sem ciclovia e se arriscando no meio dos carros. Enquanto cidades no mundo todo estão implantando ciclofaixas emergenciais e acelerando obras de ciclovias, a CPTM fechou a Ciclovia Rio Pinheiros e a Prefeitura continua enrolando as obras do Plano Cicloviário 2020.

A mesma notícia diz: A CPTM e a Farah Service firmaram parceria, por meio de contrato de doação, para gestão administrativa e financeira da Ciclofaixa Rio Pinheiros pelo prazo de 36 (trinta e seis) meses, podendo ser renovada até 60 (sessenta) meses. A iniciativa vai trazer uma economia de R$ 5,4 milhões para a CPTM.

Cabe à Farah Service, que há 33 anos atua na revitalização de áreas públicas urbanas, a manutenção, sinalização, limpeza e jardinagem dos 21,5 km de ciclofaixa. Os ciclistas também vão se beneficiar com comunicação visual e sinalização da ciclovia mais moderna, kit de primeiros socorros, nova pintura e com a manutenção e pequenos reparos na via, dos seis pontos de apoio, gradis, pinturas, áreas verdes e jardinagem, itens de higiene (para os banheiros dos pontos de apoio), limpeza e coleta de resíduos.

Todas responsabilidades da Farah Service são básicas, como fazer a manutenção da pintura, limpeza, jardinagem e tampar buracos no piso.

Incomoda bastante que a concessão feita recentemente não tenha sido debatida com os ciclistas que utilizam a ciclovia, além de não levar em consideração os dois maiores problemas da Ciclovia Rio Pinheiros: a falta de acessos e a falta de segurança.

BZS
Estrutura da ciclo passarela do Parque Villa-Lobos abandonada embaixo da Ponte do Jaguaré, um acesso que já poderia estar facilitando a vida dos ciclistas se o Governo do Estado não fosse tão burocrático. (Página Ciclovia Rio Pinheiros)

Um novo acesso poderia ter sido feito no Parque Villa-Lobos, cujos materiais estão enferrujando desde agosto/2019 e não tem previsão de instalação! Enquanto isso, a ciclovia permanece com somente 7 acessos:

  • Rua Miguel Yunes, entre as estações Jurubatuba e Autódromo
  • Estação Jurubatuba
  • Passarela da EMAE, junto à estação Vila Olímpia
  • Estação Santo Amaro
  • Ciclo passarela Parque do Povo
  • Escada da Ponte Cidade Jardim (que serão retiradas!)
  • Ponte Cidade Universitária

 

Avelino Rodrigues 1
Escada provisória na Ponte João Dias, que já está lá há 9 anos… E nada de conclusão das obras da Linha 17 Ouro. (Avelino Rodrigues)

Em 2016 foram aprovados acessos que devem ser construídos na Ponte Eusébio Matoso e estação Berrini. Esses acessos são de responsabilidade da Operação Urbana Faria Lima, que fica atrasando os cronogramas, agora previstos para 2022 e 2023, respectivamente.

Além disso, parte da ciclovia está fechada entre as estações Vila Olímpia e Granja Julieta desde novembro/2011, quando a previsão de reabertura era de 2 anos (e já passaram 9 anos!). As obras da Linha 17 Ouro não tem data para acabar devido aos problemas do Governo do Estado na Justiça, então é provável que a interrupção nesse trecho dure vários anos….

Felipes Claros 2
Ciclovia Rio Pinheiros na estação Cidade Universitária (Felipe Claros/Bike Zona Leste)
Em 2011 os ciclistas conquistaram o direito de utilizar a margem Oeste (lado do Capão Redondo/Morumbi) entre as pontes João Dias e Cidade Jardim, o que facilitou para os ciclistas que se deslocam para o Capão Redondo, Paraisópolis e Morumbi. Porém a concessão atual vale somente para a Margem Leste (lado da Linha 9 Esmeralda/Berrini). Isso quer dizer que a outra margem não será responsabilidade da Farah, então provavelmente não será feita manutenção e nem nenhuma melhoria.
Avelino Rodrigues 2
Margem Oeste (Capão Redondo/Paraisópolis/Morumbi), que não está na concessão. Será que teremos melhorias? (Avelino Rodrigues)

É muito importante que sejam construídos os acessos prometidos e que o trecho interditado seja reaberto. Nosso sonho é que as duas margens tenham ciclovias acessíveis por toda extensão, mas infelizmente não é algo que nossos governantes estão dispostos a fazer… Apesar da necessidade ser clara, inclusive para desafogar o trânsito e diminuir a lotação nos trens, mas os nossos governantes estão ignorando e enrolando essas melhorias…

(Equipes Bike Zona Sul, Bike Zona Oeste e Bike Zona Leste: Felipe Claros, Paulo Alves, Sasha Hart e Thomas Wang / Colaborou: Avelino Rodrigues)

#BikeZonaSul #VaiTerCiclovia #CicloviasSalvamVidas
#CidadesParaPessoas #SãoPauloPrasPessoas#Mobilidade #Bicicleta #Transporte #BikeFazBemAoComércio  #Compartilhe


Siga o Bike Zona Sul nas redes sociais para ficar por dentro das ações e eventos do coletivo:
YouTube: www.youtube.com/bikezonasul
Instagram: www.instagram.com/bikezonasul
Twitter: www.twitter.com/bikezonasul
Strava: www.strava.com/athletes/bikezonasul

Você sabia que deveria estar ganhando dinheiro por pedalar? E que a Prefeitura poderia estar economizando com isso? Conheça o BikeSP!

Você sabia que em setembro de 2016 foi aprovada a lei 16.547/16 que criou o programa BikeSP, mas até hoje ela nunca entrou em vigor?

O BikeSP é o programa que remunera em dinheiro toda pessoa que utilize a bicicleta para ir e voltar do trabalho ou da escola, mesmo que isso seja feito em só parte do caminho! E sem custos para a Prefeitura, a sociedade ou empresas!

A lógica é simples. Toda vez que alguém usa a bicicleta ao invés do transporte público, está ajudando a cidade a economizar dinheiro no subsídio. Também diminui custos com a saúde, diminui poluição, diminui trânsito, diminui lotação e salva vidas.

Só para 2019, a prefeitura reservou 3,6 BILHÕES de reais para subsídios das tarifas de ônibus. O propósito do programa é pagar para que as pessoas substituam o transporte coletivo pela mobilidade ativa. Assim, ao invés do munícipe ter que pagar a tarifa e a prefeitura ter que complementar o subsídio, o munícipe usa a bicicleta, a prefeitura economiza o subsídio da tarifa e reparte essa economia com o novo ciclista.

O programa já foi aprovado pela Secretaria da Fazenda da cidade, que provou por A+B que ao remunerar as pessoas para que andem de bicicleta e economizar em subsídios, o saldo final mostra que a prefeitura ECONOMIZA dinheiro do orçamento. Isso vira mais capital disponível para investir em melhorias do trânsito, em escolas, creches, hospitais, calçadas, segurança pública, parques, habitação, obras de revitalização, na periferia, e onde mais for necessário!

Além disso, as viagens não precisam ser inteiramente feitas de bicicleta. Se a pessoa costuma usar todo dia dois ônibus e o metrô, e passar a usar a bicicleta para substituir 1 ônibus, deixar a bicicleta num terminal, e então pegar um ônibus e o metrô, ela ainda tem direito a ser remunerada! Enquanto a prefeitura economiza o subsídio daquela uma viagem de ônibus integrada que deixou de ser feita, ela reparte essa economia com o estudante ou o trabalhador. TODO MUNDO SAI GANHANDO. Se o trabalhador que utiliza ônibus e metrô substituir o ônibus pela bicicleta, além de pagar menos pelo bilhete único sem necessidade de integração, ainda recebe a remuneração por andar de bicicleta. Isso FAZ DIFERENÇA NO BOLSO no final do mês.

Já existem iniciativas nesse sentido em outros paísesbeneficiando os trabalhadores ou até mesmo as crianças que escolherem se deslocar de bicicleta. Inclusive, no Brasil, há a experiência pioneira do Ministério Público Federal de Pernambuco onde, para cada 15 dias que o servidor for trabalhar de bicicleta, ganha o direito de abonar 1 dia de trabalho.

E por que, apesar de ser lei desde 2016, ainda não podemos receber o dinheiro que é nosso por lei? Simplesmente porque a Prefeitura de São Paulo ainda não regulamentou o texto da lei. Basta o Secretário de Mobilidade e Transportes Edson Caram e o Prefeito Bruno Covas se sentarem à mesa com a minuta do texto proposto, fazerem as correções devidas, e assinar embaixo.

Diziam que não era possível regulamentar a lei enquanto não viesse a nova licitação de ônibus da cidade. Pois a licitação já veio, e os contratos com as empresas já foram assinados. Não há mais desculpas!

Desde 2016 a cidade já gastou aproximadamente 9 BILHÕES DE REAIS em subsídios. Se a lei já tivesse sido regulamentada e economizasse apenas 1% do subsídio, isso teria representado 90 MILHÕES DE REAIS que teriam em parte virado dinheiro a mais para estudantes e trabalhadores, em parte virado mais investimento na cidade, movimentando a economia, gerando empregos e ajudando a saída da crise econômica. Se a prefeitura alega estar com o orçamento apertado, é pura irresponsabilidade fiscal deixar de implementar um programa que comprovadamente gera economia e alivia o orçamento municipal.

NÃO DÁ MAIS para a gente ter LEIS que são IGNORADAS. A prefeitura deve pagar à população o que é dela POR LEI. Enquanto seguimos sem incentivar a Mobilidade Ativa, como manda o Plano Diretor Estratégico da cidade e o Plano Municipal de Mobilidade Urbana, seguimos vivendo numa São Paulo onde morrem em média 3 pessoas POR DIA devido a colisões no trânsito e onde 11 pessoas POR DIA, principalmente crianças e idosos, morrem em decorrência da poluição atmosférica que é causada principalmente pelos automóveis e pela frota de ônibus a diesel.

 

Prefeito Bruno Covas! Secretário Edson Caram! A população URGE pelos seus direitos. Regulamentem o BikeSP JÁ!

Ciclista, nos ajude a cobrar o prefeito e o secretário, assine a petição clicando aqui!

(Equipe Bike Zona Sul: Lucian De Paula)

#BikeZonaSul #VaiTerCiclovia #CicloviasSalvamVidas #CidadesParaPessoas #SãoPauloPrasPessoas #BikeSP #Mobilidade #Bicicleta #Transporte #BikeFazBemAoComércio #Compartilhe


Siga o Bike Zona Sul nas redes sociais para ficar por dentro das ações e eventos do coletivo:
YouTube: www.youtube.com/bikezonasul
Instagram: www.instagram.com/bikezonasul
Twitter: www.twitter.com/bikezonasul
Strava: www.strava.com/athletes/bikezonasul

O fim do rodízio do Bruno Covas

Parece que a prefeitura não consegue ler a pesquisa origem e destino para planejar suas ações de mobilidade urbana, o que os especialistas chamam de fazer “gerenciamento da mobilidade”.

O que diz a pesquisa Origem e Destino?

Cerca de 40% dos deslocamentos são realizados a pé, isso não significa que as pessoas estão deixando o carro em casa, ou usando menos o transporte público, significa que as pessoas estão andando muito para acessar o transporte público, acima de 15 minutos, uma fração sequer tem recurso para usar o transporte público e faz grandes deslocamentos acima de 60 minutos, entre outras privações que levam as pessoas a ficarem a pé.

27% dos deslocamentos são feitos por carros , desses cerca de 25% poderiam andar a pé ou ir de bicicleta, estão a menos de 3 km do trabalho, mas não o fazem por diversos motivos, o principal infraestrutura parara mobilidade a pé ou de bike deficitária, estacionamentos baratos e política voltada para facilidade de viajar de carro.

1% ou menos de bicicleta e 2% ou mais de Aplicativos, 2% motos

E cerca de 28% a 30% de transportes públicos, aqui , o transporte é ainda deficitário em algumas partes da cidade, mas é bem melhor do que ha 10 anos, mas ainda muito caro…

O que fazer?

Me parece óbvio que no lugar de restringir o carro através de atividades que estrangulam o transportes públicos a prefeitura deveria estar investindo para melhorar os deslocamentos a pé e de bicicletas , como em qq lugar do mundo… diminuir o deslocamento de carro ( os 25%) melhorando a infraestrutura de calçadas e a pé. Melhorando a oferta de corredores de ônibus aumentando as faixas e a oferta de transportes…

Agora quer reduzir a circulação de pessoas? Tem que ser lockdown… tem que reduzir a circulação… não tem outro jeito e nem milagre… não se pode reduzir a circulação piorando o deslocamento das pessoas, essa tática só funcionaria em época sem pandemia.

(Autor convidado: Lincoln Paiva)

Sobre Lincoln Paiva
Especialização em Planejamento de Cidades pela Escola Politécnica da USP
Mestrado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
Doutorando em Arquitetura /Urbanismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
Diretor da Green Mobility Projetos Sustentáveis e Consultoria
Contato: Linked In

#BikeZonaSul #VaiTerCiclovia #CicloviasSalvamVidas #CidadesParaPessoas #SãoPauloPrasPessoas #BikeSP #Mobilidade #Bicicleta #Transporte #BikeFazBemAoComércio #Compartilhe


Siga o Bike Zona Sul nas redes sociais para ficar por dentro das ações e eventos do coletivo:
Facebook: www.facebook.com/bikezonasul/
YouTube: www.youtube.com/bikezonasul
Instagram: www.instagram.com/bikezonasul
Twitter: www.twitter.com/bikezonasul
Strava: www.strava.com/athletes/bikezonasul

Analisamos o projeto da ciclofaixa da Bosque da Saúde!

Concluída em 06/12/2016, a ciclofaixa da Av. Bosque da Saúde foi uma das últimas entregues na gestão de Fernando Haddad (PT). Muito atacada pelo vereador Aurélio Nomura (PSDB) por questões partidárias, ela felizmente foi defendida por ciclistas da região e por nós do Bike Zona Sul.

Entretanto, ela nunca foi conectada à ciclofaixa da Avenida Jabaquara, que fica a menos de 200 metros dela por reclamações de taxistas e comerciantes, apoiados pelo vereador Aurélio Nomura. Nomura faz parte de um grupo de vereadores que acredita que ruas devem servir somente aos carros e por isso ciclovias não devem existir. Algo contraditório (para não dizer hipócrita), dado que ele assinou a Carta Compromisso com a Mobilidade por Bicicletas em 2013.

Como ela nunca foi conectada, muitos ciclistas que passam pela ciclo da Avenida Jabaquara nem sabem que existe uma ciclofaixa segura até a Av. Professor Abraão de Morais, a continuação da Ricardo Jafet.

1

Acima temos o projeto que a Câmara Temática de Bicicleta recebeu da Prefeitura, mostrando a conexão que das ciclofaixas das avenidas Jabaquara (à esquerda) e Bosque da Saúde (à direita).

A conexão seguirá o trajeto e o padrão da ciclofaixa existente, indo pelo lado ímpar da rua. No projeto não fica claro se a ciclofaixa vai ficar no local onde hoje existe um ponto de táxi longo próximo à uma das saídas da estação Praça da Árvore, mas acreditamos que sim pois será feita a pintura de ponto de táxi do lado direito da via.

A conexão será boa pois não obrigará o ciclista a cruzar a rua para continuar na estrutura, porém existem dois pontos negativos (destacamos em laranja):

  1. A travessia para a ciclofaixa da Av. Jabaquara não vai se conectar com ambos os lados da Av. Jabaquara, mas isso será facilmente contornado pelos ciclistas.
  2. As curvas não vão receber segregadores e não serão pintadas inteiramente de vermelho.

O ponto 1 não importa pois é apenas um detalhe que não fará diferença para os ciclistas, porém o ponto 2 é uma crítica que já fizemos antes. A Av. Bosque da Saúde é uma ladeira com curvas, então muitos motoristas andam em alta velocidade e invadem a ciclofaixa, especialmente em curvas.

No final de 2019 a ciclofaixa foi reformada e nós sugerimos várias melhorias para a CET através de um ofício enviado pela Câmara Temática de Bicicleta, escrito após uma das nossas vistorias. No ofício pontuamos alguns locais com sinalização incorreta (como placas de um ponto de ônibus na altura do número 1061) e diversas melhorias que poderiam ser feitas. Sugerimos a instalação de semáforos para ciclistas, faixas de pedestres e acalmamento de tráfego, porém nunca recebemos devolutiva da CET e nenhuma das correções ou melhorias foi implantada.

Clique aqui para ver as sugestões que fizemos para CET!

Apesar disso, a conexão será muito bem-vinda pois ajudará os ciclistas em um trecho muito movimentado e perigoso, especialmente para quem vêm da Prof. Abraão em direção à Av. Jabaquara. Esperamos que essa conexão seja implantada logo, pois segundo o material da Prefeitura estava prevista para 2019!

Segue nossa sugestão de aproveitar a pandemia/quarentena para acelerar as obras do Plano Cicloviário, como várias cidades já têm feito. Acelerar obras de ciclovias é muito positivo pois elas causarão menor impacto já que há menos pessoas nas ruas.

Além disso, novas estruturas podem se tornar opções seguras para os trabalhadores envolvidos com atividades essenciais, que necessitam sair de casa. Ao criar uma opção segura para eles se deslocarem de bicicleta, eles podem evitar o uso do transporte público e do carro. Incentivar o ciclismo urbano é bom até para quem não pedala, pois tira passageiros do transporte público e carros das ruas, o que diminui a lotação de ônibus/trens cheios e diminui a poluição causada pelos carros 🙂

(Equipes Bike Zona Sul: Kristofer Willy e Thomas Wang)

#BikeZonaSul #VaiTerCiclovia #CicloviasSalvamVidas #CidadesParaPessoas #SãoPauloPrasPessoas #BikeSP #Mobilidade #Bicicleta #Transporte #BikeFazBemAoComércio #Compartilhe

Siga o Bike Zona Sul nas redes sociais para ficar por dentro das ações e eventos do coletivo:
YouTube: www.youtube.com/bikezonasul
Instagram: www.instagram.com/bikezonasul
Twitter: www.twitter.com/bikezonasul
Strava: www.strava.com/athletes/bikezonasul

Analisamos o projeto da ciclofaixa da Prof. Abraão de Morais!

No dia 27 de abril analisamos o projeto da ciclofaixa da Avenida Ricardo Jafet, na mesma semana vimos o começo das obras e demos uma olhada mais de perto no dia 30. Até onde sabemos a ciclofaixa da Ricardo Jafet ainda não está completa, mas já é uma conquista importante para os ciclistas e para a cidade.

O que nos incomodou na obra da Ricardo Jafet é que não foi sinalizada a continuação para as avenidas Dom Pedro I nem na Professor Abraão de Morais, que também devem receber ciclovias esse ano.

Abaixo temos o recorte dos dois trechos, à esquerda a ligação entre as ciclofaixas da Jafet, Nazaré e Dom Pedro I. À direita, temos a previsão da continuação da ciclofaixa da Ricardo Jafet pela Av. Professor Abraão de Morais e a conexão com a futura ciclofaixa da Rua Luis Góis.

1
Mapa de Infraestrutura Cicloviária da CET

A Prefeitura não compartilhou o projeto da Avenida Dom Pedro I com a Câmara Temática de Bicicleta, então vamos analisar o da Avenida Professor Abraão de Morais, que acreditamos que também está incompleto.

Nossa análise começa no cruzamento da Ricardo Jafet com a Rua Santa Cruz:

1
Rua Santa Cruz à frente, Av. Prof. Abraão de Morais sentido Jabaquara à direita. Essa é a pista sentido Av. Dom Pedro I.

A estrutura da foto está em vermelho abaixo:

1

Pelo projeto, a ciclofaixa da Av. Professor Abraão de Morais será bidirecional, ao lado do córrego e ficará na pista sentido Centro (destaque em laranja).

3

Colocar a ciclofaixa junto ao córrego é bom pois evitará invasões de veículos para acesso aos lotes ou ruas laterais. Porém é necessário sinalizar travessias para que os ciclistas possam acessar a ciclofaixa quando vierem das transversais, algo que não está previsto no projeto.

Um ponto negativo da ciclofaixa ser bidirecional é que ela estará somente de um lado da avenida, então ciclistas do lado da Vila Mariana/Saúde terão que pedalar trechos sem estrutura dependendo de qual rua venham/queiram ir.

1
Cruzamentos da Av. Professor Abraão de Morais com as ruas Dom Bernardo Nogueira (esquerda) e com a Luis Góis/Vigário Albernaz (direita), com conexão para a futura ciclofaixa da Luis Góis.

Na Dom Bernardo (esquerda) os retornos sobre o córrego serão mantidos. Já na Luis Góis/Vigário Albernaz, o retorno da pista sentido Dom Pedro para o sentido Jabaquara será fechado. Como as duas ruas são praticamente seguidas, o impacto para os motoristas será mínimo. Além disso, na Luis Góis/Vigário Albernaz é possível fazer o retorno pela Rua Dom Manuel da Ressurreição, próxima à base da Polícia.

Os dois retornos na Luis Góis/Vig. Albernaz poderiam ser fechados pois a Dom Bernardo é a próxima rua e possui ambos retornos de canteiro central. Com o fechamento dos retornos, a trajetória dos ciclistas poderia ser mais retilínea e as chances de colisões diminuiriam. Além disso, nenhuma das travessias prevê sinalização de preferência para ciclistas, como já mencionamos no projeto da Ricardo Jafet.

Uma boa notícia é que na Luis Góis/Vigário Albernaz está prevista a travessia que vai conectar as ciclofaixas da Professor Abraão com a da Luis Góis. Essa ciclofaixa é uma demanda antiga dos ciclistas da região, será que será feita em 2020?

1
Conexão das ciclofaixas das avenidas Professor Abraão de Morais e Bosque da Saúde.

No cruzamento com a Avenida Bosque da Saúde podemos ver a travessia no sentido da Av. Jabaquara, conectando a ciclofaixa existente na Bosque da Saúde com a futura ciclofaixa da Prof. Abraão. Esperamos que o final da ciclofaixa da Bosque da Saúde seja conectado, pois mesmo após a reforma a ciclofaixa está terminando bem antes da esquina, como já fotografamos.

1
Cruzamento da Av. Prof. Abraão de Morais com a Rua General Chagas Santos

Acima temos um cruzamento que pode causar conflitos: para os motoristas que vem do sentido Jabaquara, será possível virar à esquerda por cima da ciclofaixa para subir a General Chagas Santos no sentido Av. Jabaquara. Isso trará problemas para os ciclistas, que terão que esperar motoristas que vão ficar em cima da ciclofaixa aguardando o semáforo abrir para fazer o retorno.

1
Cruzamentos com as ruas Frei Rolim e Ribeiro Lacerda, que também deve receber uma ciclofaixa em 2020.

Acima temos o cruzamento da Av. Prof. Abraão de Morais com a Rua Ribeiro Lacerda, que deve receber uma ciclofaixa ainda em 2020, conforme o mapa Mapa de Infraestrutura Cicloviária da CET:

1

Porém no projeto da Prof. Abraão não estão previstas a travessia e nem ciclofaixa da Rua Ribeiro Lacerda, o que nos deixou incomodados. Por que algumas das ciclofaixas previstas aparecem no projeto da Prof. Abraão e outras não? Será que a Prefeitura vai implantar todas ainda em 2020?

1
Início/término da ciclofaixa da Av. Prof. Abraão de Morais, na altura da Rua Fagundes Filho.

O material que recebemos da Prefeitura prevê o início/término da ciclofaixa da Av. Prof. Abraão de Morais na Rua Fagundes Filho, onde ela deve se conectar com as ciclofaixas das avenidas Miguel Stefano e Embaixador Álvaro Lins (indo por dentro do Complexo Viário Maria Maluf), porém o projeto não mostra como será feita essa conexão.

No mapa de Mapa de Infraestrutura Cicloviária da CET não fica clara como será a conexão, mas o traçado mostra que as três ciclofaixas devem ser implantadas ainda em 2020:

1

Apesar de alguns pontos negativos, o projeto da ciclofaixa da Av. Professor Abraão de Morais é muito bom pois trará segurança para os ciclistas que já trafegam por uma avenida perigosa.

A ciclofaixa da Prof. Abraão conectará várias estruturas existentes, como as ciclofaixas do Sacomã/Vila Morais com a da Bosque da Saúde, Rua Santa Cruz e as do Ipiranga. Além disso, a ciclofaixa da Prof. Abraão também vai possibilitar a conexão entre ciclofaixas previstas nas ruas Luis Góis, Ribeiro Lacerda, Complexo Maria Maluf, Miguel Stefano, Cursino, Padre Arlindo Vieira e Ricardo Jafet. Será uma importante conexão para os ciclistas do sudeste de São Paulo poderem se deslocar em segurança até o Centro e em direção a Moema.

Esperamos que essa ciclofaixa seja implantada o quanto antes, aproveitando a pandemia/quarentena, já que obras são atividades essenciais e podem ser feitas nas ruas sem causar tanto impacto para a população.

(Equipes Bike Zona Sul e Bike Zona Leste: Kristofer Willy, Leandro Bazito e Thomas Wang)

#BikeZonaSul #VaiTerCiclovia #CicloviasSalvamVidas #CidadesParaPessoas #SãoPauloPrasPessoas #BikeSP #Mobilidade #Bicicleta #Transporte #BikeFazBemAoComércio #Compartilhe


Siga o Bike Zona Sul nas redes sociais para ficar por dentro das ações e eventos do coletivo:
YouTube: www.youtube.com/bikezonasul
Instagram: www.instagram.com/bikezonasul
Twitter: www.twitter.com/bikezonasul
Strava: www.strava.com/athletes/bikezonasul

Fotos da ciclofaixa da Av. Ricardo Jafet!

Como postamos recentemente, a ciclofaixa da Avenida Ricardo Jafet finalmente se tornou realidade! Depois de ter sua obra parada por mais de 3 anos pelo ex-prefeito João Doria (PSDB), finalmente ela saiu do papel!

As fotos abaixo foram tiradas pelo Lucas Rosin no dia 30/04:

1
Para a direita está a conexão com a ciclofaixa/ciclovia da Av. Nazaré.

 

2
A ciclofaixa ainda não foi concluída no trecho após a Rua Rodrigo Vieira, à direita.
2
Conexão com a ciclofaixa da Rua Rodrigo Vieira, que vai até a Av. Lins de Vasconcelos.

Neste trecho temos a conexão com a ciclofaixa da Rua Rodrigo Vieira, que sobe a Rua Dionísio da Costa (Chácara Klabin) e vai até a Av. Lins de Vasconcelos. Segundo o Plano 2019-2020 a Dionísio será conectada com a ciclofaixa da Rua Vergueiro este ano.

 

2
Final da ciclofaixa no cruzamento com a Rua Santa Cruz.
1
Travessia da ciclofaixa da Ricardo Jafet para a da Rua Santa Cruz, reformada recentemente.

Algumas fotos da Rua Santa Cruz, requalificada reformada há pouco tempo:

A implantação da ciclofaixa da Av. Ricardo Jafet é uma conquista enorme para os ciclistas depois da sua implantação ter sido suspensa, porém nos causa estranhamento o fato dela estar sinalizada somente entre a Av. Nazaré e a Rua Santa Cruz.

O Plano Cicloviário 2019-2020 prevê ciclofaixas nas duas avenidas que se conectam com a Ricardo Jafet: a Dom Pedro I (em frente à Nazaré e ao Parque da Independência) e a Professor Abraão de Morais (a partir da R. Santa Cruz), conforme está no mapa da CET e abaixo. Esperamos que essas duas ciclofaixas sejam implantadas em breve, pois serão uma importante conexão da região com o Centro e o Jabaquara.

1
Em azul: futuras ciclofaixas que serão conectadas com a da Ricardo Jafet. (CET)

A Ciclocidade conseguiu, com a Lei de Acesso à Informação, que a Prefeitura informasse quantos quilômetros de ciclovias/ciclofaixas pretende implantar a cada mês:

Até Junho – 12 km
Julho – 21 km
Agosto – 21 km
Setembro – 26 km
Outubro – 29,5 km
Novembro – 28,5 km
Dezembro – 35,35 km

Total: 173,35 km

Até agora a única implantação próxima de ser concluída é a da Ricardo Jafet, já que as obras na Rua Domingos de Morais pararam em 03 de março. Esperamos que a Prefeitura cobre o Colégio Marista Arquiodicesano para que a ciclovia da Domingos seja entregue em breve, assim como todas as demais previstas para 2020.

(Equipes Bike Zona Sul e Bike Zona Leste: Kristofer Willy, Leandro Bazito e Thomas Wang / Colaborou Lucas Rosin e Ciclocidade)

#BikeZonaSul #VaiTerCiclovia #CicloviasSalvamVidas #CidadesParaPessoas #SãoPauloPrasPessoas #BikeSP #Mobilidade #Bicicleta #Transporte #BikeFazBemAoComércio #Compartilhe


Siga o Bike Zona Sul nas redes sociais para ficar por dentro das ações e eventos do coletivo:
YouTube: www.youtube.com/bikezonasul
Instagram: www.instagram.com/bikezonasul
Twitter: www.twitter.com/bikezonasul
Strava: www.strava.com/athletes/bikezonasul

A ciclofaixa da Ricardo Jafet está saindo do papel!

Agora à tarde recebemos fotos da Av. Ricardo Jafet e a ciclofaixa começou a ser sinalizada!

Aqui é possível perceber que não há acalmamento de tráfego e nenhuma sinalização para os motoristas diminuírem a velocidade ou pararem quando estiverem fazendo o retorno… No post publicado hoje de manhã comentamos que há apenas 2 placas em todos retornos, uma de “Prioridade aos ciclistas na conversão” e uma de “Travessia de ciclistas no retorno”. Por que a CET não coloca placas de “Prioridade aos ciclistas na conversão” em todos retornos?

1

Além disso, na área destacada é possível perceber que a travessia de ciclistas não faz sentido pois os ciclistas terão que fazer um ziguezague se forem seguir a pintura. Por que não pintar a travessia como na linha laranja? Isso facilitaria a vida dos ciclistas e provavelmente é mais seguro já que ele irá em linha reta ao invés de fazer uma curva estranha após a travessia.

Outro ponto que percebemos na foto é que a pintura nas travessias é mais estreita que a ciclofaixa, quando deveria ter o mesmo tamanho.

O posicionamento da travessia de ciclistas é bem estranho, veja:

1

Nossa sugestão para a CET é sinalizar todas travessias de ciclistas em linha reta e orientar os motoristas a pararem nos retornos. Afinal, se o motorista for fazer o retorno ele já deveria reduzir a velocidade a parar antes de entrar na outra faixa. Basta colocar as placas de “Prioridade para ciclistas e pedestres” (ou mesmo placa de “Pare”) e pintar um “Pare” no chão.

Abaixo temos duas fotos maiores, onde é possível perceber que a maior parte da ciclofaixa é nova. O asfalto está mais escuro, o que indica que é novo, assim como a sinalização.

1

Pelas fotos não dá para saber se a sarjeta também foi refeita, esperamos que seja nova!

1

Como falamos de manhã, a ciclofaixa possui alguns problemas, mas é um grande avanço depois de mais de 3 anos sem nenhuma implantação e somente com remoções (a própria Ricardo Jafet e a Amarilis, na Zona Oeste).

Esperamos que a Prefeitura implante todos os 173,4 kms de ciclovias e ciclofaixas prometidos para 2019 e 2020! Também estamos na torcida para que essas ciclovias tragam mais sinalização educativa, para conscientizar os motoristas que a preferência é dos ciclistas e pedestres!

(Equipes Bike Zona Sul e Bike Zona Leste: Kristofer Willy, Leandro Bazito e Thomas Wang / Colaborou Ricardo Veiga de Almeida)

#BikeZonaSul #VaiTerCiclovia #CicloviasSalvamVidas #CidadesParaPessoas #SãoPauloPrasPessoas #BikeSP #Mobilidade #Bicicleta #Transporte #BikeFazBemAoComércio #Compartilhe


Siga o Bike Zona Sul nas redes sociais para ficar por dentro das ações e eventos do coletivo:
YouTube: www.youtube.com/bikezonasul
Instagram: www.instagram.com/bikezonasul
Twitter: www.twitter.com/bikezonasul
Strava: www.strava.com/athletes/bikezonasul

Será que agora a ciclofaixa da Ricardo Jafet vai sair do papel?

A ciclovia da Avenida Ricardo Jafet é uma demanda antiga dos ciclistas e começou a ser sinalizada em janeiro de 2016, mas o ex-prefeito João Doria (PSDB) mandou parar a obra e remover o que havia sido feito. Depois de alguns dias a população refez parte da sinalização, mas o Doria apagou mais uma vez.

Agora, depois de 4 anos e 5 meses, a ciclofaixa da Avenida Ricardo Jafet está sendo sinalizada de novo pela Prefeitura! Aproveitando, analisamos o projeto dela que recebemos pela Câmara Temática de Bicicleta.

No mapa da CET de infraestruturas cicloviárias, linhas vermelhas são estruturas existentes e linhas azuis são estruturas que devem ser implantadas até o final de 2020. No mapa é possível ver que a ciclofaixa da Ricardo Jafet será ligada ao Centro na Av. Rangel Pestana e Av. Alcântara Machado, passando pela Av. do Estado.

1

Na região do Museu do Ipiranga/Praça do Monumento ela vai se conectar com a ciclofaixa da Avenida Nazaré, conforme abaixo:

1

O projeto mostra a conexão entre a futura ciclofaixa da Av. Ricardo Jafet com a estrutura existente na Av. Nazaré, porém não mostra a conexão com a Avenida Dom Pedro I, também prevista para 2020. Também não recebemos o projeto das estruturas da Av. Dom Pedro I nem da Av. do Estado… Isso levanta a dúvida, será que a Prefeitura não vai entregar a ciclovia da Dom Pedro I?

A ciclofaixa será no lado esquerdo da via, ao lado do córrego, mas o projeto não prevê nenhuma travessia de ciclistas para acessar a ciclofaixa em toda avenida:

1

Isso é bem ruim, pois significa que os ciclistas terão que se arriscar para acessar a ciclofaixa. Como sabemos, a maior parte da Av. Ricardo Jafet não possui travessias devido ao córrego, sendo as poucas localizadas perto das pontes e retornos. Fica a dúvida: como um ciclista que vem por uma rua lateral vai acessar a ciclofaixa se não estiver perto de um dos semáforos? Ele vai depender da boa vontade dos motoristas para tentar atravessar?

Outro ponto incômodo é o modelo de travessia escolhido, que obriga os ciclistas a diminuírem e esperarem os motoristas pararem. O Código de Trânsito prevê que os veículos motorizados parem para pedestres e ciclistas atravessarem, mas todos nós sabemos que a prática não é assim… Por que não forçar os motoristas a diminuírem a velocidade ao invés de fazer os ciclistas dependerem deles? Por que o projeto não inclui sinalização de “Pare” para os motoristas nos retornos de canteiro central?

1

 

Aqui as coisas ficam confusas, o projeto mostra uma ciclofaixa na Rua Rocha Galvão, mas não existe ciclofaixa ali… Será que a Prefeitura vai fazer uma ciclofaixa ali também? 1

Nesse cruzamento a ciclofaixa da Ricardo Jafet também se conectará com a da Rua Mont’Alverne, que se conecta com as estruturas da Rua dos Patriotas e da Av. Nazaré.

A continuação da ciclofaixa da Ricardo Jafet continua sem travessias para tornar o acesso à ciclofaixa mais seguro:

1

Um ponto positivo do trecho acima é a ‘faixa zebrada’ no sentido Centro, que pode melhorar a segurança dos ciclistas no trecho de curva, pena que ela é mínima e não acompanha a ciclofaixa na curva toda 😦

Abaixo temos o cruzamento com a Rua Doutor Mario Vicente, no qual os ciclistas também vão depender da boa vontade dos motoristas para seguir o trajeto caso queiram ir em frente… E também não há travessia lateral para acessar a Dr. Mario Vicente.

1
Nesse cruzamento está prevista uma placa de “Travessia de ciclistas no retorno”, mas apenas em um lado da Ricardo Jafet. Por que não vão colocar placas dessa em todos retornos sobre o córrego? Por que também não colocam placas de “Prioridade na conversão para ciclistas e pedestres” em todos retornos da avenida?

Resumindo, o projeto da ciclofaixa da Av. Ricardo Jafet é promissor, porém deixa dúvidas e um pouco de receio… Infelizmente parece que na gestão de Bruno Covas a CET voltou a priorizar os carros, fazendo o ciclista ter que diminuir/parar em diversos pontos nos quais os carros não serão obrigados a dar passagem aos ciclistas. Também ficamos em dúvida de qual o motivo para a CET não instalar placas de “Prioridade para ciclistas” em todos cruzamentos e retornos, com certeza elas ajudariam a evitar conflitos e educariam os motoristas!

Tentaremos avaliar o projeto da Avenida Professor Abraão de Morais ainda essa semana, fique ligado aqui no blog do Bike Zona Sul para não perder nada!

Entenda mais sobre as ligações cicloviárias do Sudeste de São Paulo aqui!

(Equipe Bike Zona Sul: Kristofer Willy e Thomas Wang)

#BikeZonaSul #VaiTerCiclovia #CicloviasSalvamVidas #CidadesParaPessoas #SãoPauloPrasPessoas #BikeSP #Mobilidade #Bicicleta #Transporte #BikeFazBemAoComércio #Compartilhe


Siga o Bike Zona Sul nas redes sociais para ficar por dentro das ações e eventos do coletivo:
YouTube: www.youtube.com/bikezonasul
Instagram: www.instagram.com/bikezonasul
Twitter: www.twitter.com/bikezonasul
Strava: www.strava.com/athletes/bikezonasul

Ofício da Câmara Temática de Bicicleta ao prefeito Bruno Covas, secretário Edsom Caram e diretora Elizabete França – 24/04/2020

Capturar

CapturarCapturar

Conseguimos os projetos do Plano Cicloviário 2019-2020!

O Bike Zona Sul e o Bike Zona Oeste tiveram acesso, por meio da Câmara Temática de Bicicleta, a alguns projetos das ciclovias previstas para 2019 e 2020! 

Essa primeira matéria é um misto de crítica, elogio e dúvida. Depois de muito tempo e muita discussão, parece que finalmente a Prefeitura está começando obras… Ainda em um ritmo lento, especialmente após quase 3 anos e meio parada.

O Bike Zona Oeste e o Bike Zona Sul noticiaram obras na Rua Henrique Schaumman (veja mais aqui!). Nós preferimos acreditar que é uma das ciclovias prometidas pela gestão Bruno Covas (PSDB), conforme foi apresentado na audiência pública do Plano Cicloviário em abril de 2018. Ainda não temos um pronunciamento oficial da Prefeitura, mas esperamos que seja a tão aguardada conexão da ciclovia da Sumaré com as ruas Honduras e Artur de Azevedo!

Tivemos acesso ao projeto da ciclofaixa da Rua Artur de Azevedo, veja abaixo!

BZS_ArturdeAzevedo_1
Na imagem acima é possível perceber que a nova ciclofaixa da Rua Artur de Azevedo vai começar no cruzamento com a Rua Henrique Schaumann, trocando de lado pois o trecho mais próximo do Hospital das Clínicas fica do lado par, enquanto o trecho mais próximo da Faria Lima fica no lado ímpar.

O que mais chama a atenção é a estrutura adotada entre as ruas Henrique Schaumann e Lisboa: uma calçada compartilhada. O trecho é um pequeno viaduto, que praticamente não possui calçada:

1
(Google Street View)
1
(Google Street View)

Como é possível ver nas fotos acima, o viaduto possui 3 faixas para veículos e duas calçadas super estreitas, onde mal cabe uma pessoa. O projeto da CET prevê que uma das calçadas será alargada, ficando com 2,7 metros e deverá ser usada por pedestres e ciclistas.

Desses 2,7 metros, o projeto detalha que serão cerca de 2m para ciclistas e cerca de 0,7m para pedestres, mas a distância pode variar:

BZS_ArturdeAzevedo_1

Isso nos preocupa pois será um espaço bem estreito para compartilhar ciclistas e pedestres compartilhem. Imaginem dois ciclistas indo em sentidos opostos ao mesmo tempo em que há pedestres ao lado… Segundo o Manual de Sinalização Urbana de Espaço Cicloviário da CET, ciclovias/ciclofaixas bidirecionais devem ter largura mínima entre 2,25-2,50 metros, o que mostra que a largura adotada é estreita para os padrões da CET.

1
Manual de Sinalização Urbana de Espaço Cicloviário (CET)

Acreditamos que após a ampliação da calçada deva ficar parecido com isso:

BZS_ArturdeAzevedo_1

Também é importante destacar que esse trecho será de calçada compartilhada, sem separação de espaço entre ciclistas e pedestres.

BZS_ArturdeAzevedo_1

No restante do trecho, entre o início do viaduto e a Rua João Moura, a ciclofaixa bidirecional terá 2 metros de largura sem considerar a sarjeta, que pode variar.

BZS_ArturdeAzevedo_1

BZS_ArturdeAzevedo_1
Na direita do cruzamento é possível ver a conexão com as ciclofaixas existentes na Rua João Moura e na própria Artur de Azevedo, no sentido Clínicas.

 

A opção escolhida no viaduto não é a ideal, mas já é um avanço importante após tanto tempo sem obras. Sabemos pela Câmara Temática de Bicicleta (CTB-CMTT-SMT) que a obra desse trecho já foi contratada, por isso esperamos que a Prefeitura entregue essa ciclofaixa o quanto antes!

Também estamos na torcida para que a Prefeitura entregue todos os 173,5 kms prometidos para 2019 e 2020. Queremos que as ciclovias e ciclofaixas sejam concluídas o quanto antes pois sabemos que as vidas das pessoas estão em jogo!

Esperamos que, no futuro, a Prefeitura e a CET transformem faixas normais em ciclovias e ciclofaixas, priorizando quem é mais frágil: pedestres e ciclistas!

 

(Equipes Bike Zona Sul e Bike Zona Oeste: Kristofer Willy, Sasha Hart e Thomas Wang)

#BikeZonaSul #VaiTerCiclovia #CicloviasSalvamVidas #CidadesParaPessoas #SãoPauloPrasPessoas #BikeSP #Mobilidade #Bicicleta #Transporte #BikeFazBemAoComércio #Compartilhe


Siga o Bike Zona Sul nas redes sociais para ficar por dentro das ações e eventos do coletivo:
YouTube: www.youtube.com/bikezonasul
Instagram: www.instagram.com/bikezonasul
Twitter: www.twitter.com/bikezonasul
Strava: www.strava.com/athletes/bikezonasul