Relato da reunião com a vereadora Sandra Tadeu sobre bicicletas compartilhadas (19/10/2021)

Ontem, 19/10, o Bike Zona Sul, Vá de Bike, Aliança Bike e Pedala Itaquera estiveram com a vereadora Dra. Sandra Tadeu para discutir o Projeto de Lei 259 (PL), que previa a proibição da instalação de bicicletas compartilhadas na frente de prédios residenciais e comerciais.

Inicialmente fomos recebidos pelo chefe de gabinete, Adauto Júnior, com quem conversamos sobre a legislação existente sobre as bicicletas compartilhadas. Daniel Guth (Aliança Bike) explicou o histórico das bicicletas compartilhadas na cidade de São Paulo. Ao mesmo tempo, Willian Cruz (Vá de Bike) e Thomas Wang (Bike Zona Sul) contaram suas experiências com sistemas de bicicletas compartilhadas em Londres (Inglaterra), Paris (França), Nova York e Los Angeles (EUA).

Já com a vereadora, todos leram o projeto e ela explicou que o objetivo do PL era melhorar o sistema, incentivando a instalação de mais estações, em especial nas periferias. Ela contou que já havia tido contato com a equipe da Tembici sobre a expansão do sistema para Itaquera, na Zona Leste. Após conversar sobre a instalação de estações e seus benefícios para os locais onde são instaladas, a própria vereadora percebeu que a redação do Projeto de Lei não estava adequada. A vereadora Sandra Tadeu se comprometeu a buscar mais informações sobre o tema e retirar o PL da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal.

Além disso, a vereadora concordou em reescrever o PL com a ajuda dos ciclistas presentes e dos conselheiros e conselheiras da Câmara Temática de Bicicleta (CTB-CMTT). Ela também se comprometeu a marcar uma reunião com o secretário Ricardo Teixeira e o secretário executivo Levi Oliveira para discutir a ampliação dos sistemas de compartilhamento de bicicletas para as periferias.

Esperamos que a vereadora Sandra Tadeu mantenha o contato conosco e com os demais ciclistas presentes. Acreditamos que o diálogo e dados são a base para buscarmos melhorias para a cidade. Queremos trabalhar juntos com ela, outros vereadores, a Prefeitura e empresas para levar as bicicletas compartilhadas para fora do Centro Expandido, assim como mais ciclovias nas periferias.

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang / Colaboraram Daniel Guth, Sergio Telles e Willian Cruz)

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Reunião do BZS+BZO+Falzoni com Alexandre Baldy, secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de SP

Hoje Bike Zona Sul , Bike Zona Oeste e Renata Falzoni se reuniram com o secretário de Transportes Metropolitanos Alexandre Baldy do Governo do Estado de São Paulo. Levamos várias demandas importantes:

1. Soluções para as interdições nas ciclovias do Rio Pinheiros
2. Bicicletários nas estações do Metrô, CPTM, ViaMobilidade , ViaQuatro e EMTU ;
3. Ampliação dos horários dos bicicletários existentes no Metrô, CPTM, ViaMobilidade , ViaQuatro e EMTU ;
4. Liberação de bicicletas em escadas rolantes e elevadores de estações/terminais
5. Inclusão de ciclovia no BRT ABC ;
6. Duplicação da Estrada do M’boi Mirim e obras na Av. Carlos Caldeira

1. Ciclovias do Rio Pinheiros

Sugerimos que seja construída uma transposição entre a Estação Santo Amaro da CPTM e a Bayer para que os ciclistas que vêm pela R. Miguel Yunes e Estação Jurubatuba possam acessar a Ciclovia da Margem Oeste e seguir até as pontes Laguna e Cidade Jardim. Também solicitamos que todas escadas sejam substituídas por rampas, assim como acessos nas estações que estão sendo construídas, para permitir a acessibilidade de todos tipos de ciclistas, incluindo handbikers.

2. Bicicletários em estações e terminais do Metrô, CPTM, ViaMobilidade/ViaQuatro e EMTU

Explicamos a necessidade de que todas estações e terminais de transporte coletivo tenham bicicletários nas áreas internas e com vigilância. Sugerimos usar áreas ociosas dentro das estações e terminais para a construção de bicicletários, e o secretário se mostrou bastante disposto a estudar a possibilidade. Faremos um levantamento junto aos ciclistas para sugerir um espaço em cada estação do transporte sobre trilhos e terminal da EMTU.

3. Ampliação dos horários dos bicicletários em estações e terminais do Metrô, CPTM, ViaMobilidade/ViaQuatro e EMTU

Atualmente vários abrem horas depois e fecham horas antes do início/término das operações dos trens/ônibus, o que dificulta a intermodalidade. Solicitamos que todos bicicletários existentes e futuros sigam os horários das estações/terminais, sejam do Metrô, CPTM, ViaMobilidade/ViaQuatro ou EMTU.

4. Liberação de bicicletas em escadas rolantes e elevadores das estações e terminais

Explicamos que a proibição de carregar bicicletas nas escadas rolantes e elevadores é restritiva para muitos ciclistas e que isso impede a intermodalidade. O secretário se comprometeu a conversar com o Metrô, CPTM, ViaMobilidade e ViaQuatro para tentar liberar bicicletas em escadas rolantes e elevadores no horário em que elas podem ser transportadas nos trens.

5. BRT ABC

Informamos que as obras devem incluir uma ciclovia ao longo do trajeto e bicicletários nas estações. Também informamos que as prefeituras colocaram a responsabilidade das obras no Governo do Estado. O secretário disse que vai tentar melhorar o diálogo e ver como essas demandas podem ser incluídas no BRT.

6. Duplicação da Estrada do M’boi Mirim e obras na Av. Carlos Caldeira

Ressaltamos a presença de ciclistas na audiência pública e a importância de implantar uma ciclovia por toda Estrada do M’boi Mirim, conectando essa estrutura com as estações da CPTM na região e ciclofaixas próximas como a da Av. Carlos Caldeira e o Parque Bruno Covas Novo Rio Pinheiros . O secretário explicou que a extensão da Av. Carlos Caldeira será feita pela ViaMobilidade e que ele vai buscar informações sobre o projeto para nós.

Foi uma reunião na qual apresentamos várias demandas e o secretário pode entender melhor cada uma delas. Conforme sugestão do secretário, marcaremos uma segunda reunião para dar continuidade às solicitações e apresentar a lista de locais para bicicletários nas estações do transporte sobre trilhos e EMTU.

(Equipes Bike Zona Sul e Bike Zona Oeste: Aline Pellegrini, Erick Araújo, Paulo Alves, Sasha Hart, Simone Penninck e Thomas Wang)

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19/08 – Dia Nacional do Ciclista e sua origem

O Dia Nacional do Ciclista, 19/08, é uma data criada em homenagem a Pedro Davison, ciclista atropelado por um motorista embriagado em 2006. Pedro, um biólogo e o pai de Luiza, foi atropelado em Brasília por Leonardo Luiz da Costa, que estava alcoolizado e dirigia acima do limite de velocidade. Leonardo fugiu sem prestar socorro, sendo parado em uma blitz graças à ajuda de um motociclista que presenciou o atropelamento e anotou a chapa do veículo de Leonardo. Depois de anos na Justiça, Leonardo foi sentenciado a 6 anos de prisão e cumpriu somente 1 ano preso.

Persio Davison, pai do ciclista, conta: “O Dia do Ciclista é ato político. Teve sua origem, mas não é a ela que se volta e sim à defesa do direito de o ciclista ter sua mobilidade segura e respeitada. O foco está na construção e não nas tragédias de tantas perdas. A mensagem é de mobilização e futuro”. Atualmente Persio e Beth, mãe de Pedro, fazem parte da Rodas da Paz, que defende melhores condições para ciclistas em Brasília.

Luiza, a filha de Pedro, estrelou um curta metragem sobre pedalar em Brasília e os benefícios da bicicleta para as cidades. O vídeo está disponível gratuitamente na internet: bit.ly/luludebike . Vale assistir! Hoje, 19/08, nós do Bike Zona Sul homenageamos Pedro Davison, Márcia Prado, Julie Dias, Marina Harkot, Joab Xavier, Gustavo Franco e todos ciclistas que perderam suas vidas no trânsito por conta da irresponsabilidade de motoristas. Mais que isso, damos os parabéns a todos que pedalam em São Paulo e todas cidades, muitas vezes em perigo por falta de ciclovias e pela falta de interesse do poder público de proteger as pessoas.

E, como sempre, cobramos os prefeitos, governadores e demais membros do poder público para que priorizem a vida. Façam leis que protejam pedestres e ciclistas, construam ciclovias, instalem radares, punam os motoristas que dirigem embriagados, estacionam em ciclofaixas e não respeitam a prioridade de pedestres e ciclistas nas nossas ruas. Continuaremos lutando por aqueles que morreram e defendendo cidades mais seguras, cicláveis e humanas.

(Equipe Bike Zona Sul: Thomas Wang)

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Coletivos de ciclistas propõe eixo cicloviário conectando as 4 zonas de SP, Guarulhos, Rota Márcia Prado e o mar de Santos

Em reunião feita dia 18/05, os coletivos Bike Zona Sul, Bike Zona Oeste, Bike Zona Leste e Bike Zona Norte apresentaram para a Secretaria de Mobilidade e Transportes do Município de São Paulo a demanda de conectar todas as 32 Subprefeituras (sobretudo periferias) e uma proposta de um grande eixo cicloviário que conectaria as quatro zonas da cidade, Guarulhos, a Rota Márcia Prado e o mar de Santos.

No Município de São Paulo, a proposta para esse eixo cicloviário é estender a Ciclovia Rio Pinheiros em suas duas pontas, cobrindo 61,5km entre as zonas Sul, Oeste, Norte e Leste. Dessa forma, a Zona Norte ganharia uma ciclovia na margem do Rio Tietê, que iria até a ciclovia existente no Parque Ecológico do Tietê e, a partir dela, até o Aeroporto de Guarulhos. Já na Zona Sul esse eixo cicloviário ajudaria a conectar o Extremo Sul, passando por Cidade Dutra e Grajaú. Essa conexão já está prevista no Plano Cicloviário, porém só seria feita em 2028.

Trajeto proposto para a Ciclovia Rio Tietê, conectando as zonas Sul, Oeste, Norte e Leste pela Ciclovia Rio Pinheiros e Parque Ecológico do Tietê.

Na esfera intermunicipal, a proposta é também estender este eixo, conectando o Aeroporto de Guarulhos, bem como a Rota Márcia Prado (que já é lei!) e Santos, totalizando cerca de 146km, sendo a maior parte do trajeto sem conflito com automóveis. Esperamos que isso ajude a impulsionar as várias demandas históricas nesses locais e que o Ciclo Comitê Estadual participe ativamente dessa pauta integrada. Esse grande eixo cicloviário intermunicipal permitiria a ligação do planalto com a baixada, conectando várias cidades vizinhas e beneficiando milhões de pessoas que poderiam pedalar em segurança, seja como meio de transporte, de lazer, para cicloturismo ou esporte. Ela beneficiaria todos ciclistas, moradores de bairros próximos, comerciantes e permitiria o desenvolvimento social, esportivo e econômico de várias regiões por onde esse eixo cicloviário passaria.

Trajeto proposto desde o Aeroporto de Guarulhos até o mar de Santos.

Além dos membros do BZS, BZO, BZL e BZN e diversos funcionários da Secretaria de Mobilidade e Transportes (SMT), também participaram da reunião técnicos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a vereadora Renata Falzoni, Sergio Avelleda (ex-secretário de Mobilidade e Transportes) e representantes da Farah Service (administradora da Ciclovia Rio Pinheiros e do futuro Parque Bruno Covas). A proposta foi muito bem recebida por todos e contamos com o empenho deles para tornarmos esse eixo cicloviário uma realidade. 

Na reunião a Farah Service também informou que pretende doar placas de sinalização para ciclistas para o Município de São Paulo. A Farah também informou que está avançando com projetos de transposições sobre o Rio Pinheiros e novos acessos em ambas margens do rio, o que permitirá que mais ciclistas utilizem tanto a Ciclovia Rio Pinheiros quanto o futuro Parque Bruno Covas/Novo Rio Pinheiros. Segundo a empresa, esses projetos devem atender parte das nossas reivindicações e deve ser entregue ainda em 2021! 

Esperamos muito que todas estas importantes demandas e projetos avancem, e sabemos que será necessária muita vontade política na esfera Municipal e Estadual. Esse eixo cicloviário é viável e tem um potencial gigantesco, podendo causar inúmeros impactos positivos. Estamos na torcida e vamos continuar dialogando para cobrar e ajudar a construir avanços!

(Equipes Bike Zona Sul, Bike Zona Oeste, Bike Zona Leste e Bike Zona Norte: Anderson Augusto, Felipe Claros, Paulo Alves, Sasha Hart e Thomas Wang)

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Reunião com a CET/SMT em 04/12: O que esperar do final de 2020 e dos próximos 4 anos

Na sexta passada (03/12), parte da equipe do Bike Zona Sul se reuniu com a Secretaria de Mobilidade e Transportes (SMT) e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Por conta da pandemia de Covid19, o encontro foi realizado com um grupo bem reduzido, sendo apenas 3 representantes da Prefeitura e 3 membros do BZS, e foram tomados vários cuidados, como o uso de máscaras e vários momentos de higienização com álcool 70%.

Com um mapa aberto em um telão, começamos avaliando obras em andamento na Zona Sul:
– Implantação de ciclofaixas/ciclovia na Chácara Santo Antônio e Granja Julieta (Av. Chucri Zaidan, R. Verbo Divino e R. Granja Julieta)
– Implantação de ciclofaixas na Aclimação (Rua Paula Ney) e Vila Clementino (R. Padre Machado – que terá as sarjetas reformadas e será pintada novamente)
– Implantação e melhorias na ciclofaixa da Av. Guido Caloi para impedir invasões de carros
– Conexão que será feita entre a ciclofaixa da Av. Hebe Camargo e a Ponte Laguna (que será sinalizada ainda essa semana)
– Vistoria realizada na Cidade Dutra (avenidas Jair Ribeiro da Silva, Lourenço Cabreira e Manoel Alves Soares)
– Conexão entre as ciclofaixas das avenidas Jabaquara (Estação São Judas), Eng. George Corbisier e Eng. Armando de Arruda Pereira, no Jabaquara e Cidade Ademar (previstas para 2020)

Segundo a CET, todas essas estruturas serão finalizadas com as melhorias solicitadas ainda esse ano. Elas fazem parte da meta do prefeito Bruno Covas, de implantar 173,5 km de novas ciclovias e ciclofaixas até o final de 2020.

Após comentarmos as obras em andamento, passamos a sugerir novos trajetos para ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas pela Zona Sul. Foram várias sugestões:
– Conexões no Ipiranga, Moinho Velho, Sacomã e Heliópolis
– Conexões e melhorias na região do Largo do Socorro (Av. Atlântica)
– Novas ciclos na região da R. Miguel Yunes
– Conexão entre a ciclovia em construção na Av. Nossa Senhora do Sabará e a Granja Julieta/Chácara Santo Antônio
– Criação de uma rota paralela ao eixo das avenidas Vereador José Diniz/Ibirapuera indo até Santo Amaro e Jardim Marajoara, a partir da ciclofaixa existente na Alameda dos Jurupis, em Moema

Durante a reunião ficamos sabendo, em primeira mão, que o Tribunal de Contas do Município (TCM) continua se posicionando contra ciclovias. Pelo que nos disseram durante a reunião, o TCM está bloqueando a licitação por uma questão simples em relação ao concreto que será usado nas novas ciclovias. A demora do TCM em liberar a licitação está atrasando a construção de ciclovias importantes por toda cidade:
– Avenidas Roque Petroni Júnior/Vicente Rao/Vereador João de Luca/Cupecê
– Av. Indianópolis/Av. República do Líbano
– R. Miguel Yunes
– Av. Carlos Caldeira Filho
– Av. Prof. Abraão de Morais
– Av. Cursino
– Av. Miguel Estéfano
– Av. Dom Pedro I
– Av. Almirante Delamare
– Av. Treze de Maio
– Radial Leste (ZL)
– Ponte do Jaguaré (ZO)
– Ponte Cidade Universitária (ZO)
– Av. Ermano Marchetti/Av. Marquês de São Vicente (ZN)
– Av. Miguel Conejo/Av. João Paulo I (ZN)
– Avenidas Raimundo Pereira Magalhães/Mutinga/Anastácio (ZN)

O BZS também reforçou a necessidade de reduzir o limite de velocidade em algumas vias, assim como realizar medidas de acalmamento de tráfego (como o estreitamento de vias e instalação de radares). Uma boa notícia foi a confirmação da licitação de novos radares, e nós nos voluntariamos para sugerir locais para a instalação deles. Enquanto falávamos de fiscalização, um dos membros da CET utilizou o termo “acidentes”, mas se corrigiu em seguida, falando “atropelamentos e batidas”. Isso demonstra um sinal de mudança em concordância com o conceito de Visão Zero apresentado pela Câmara Temática de Bicicleta.

Os representantes da Prefeitura ainda falaram que o prefeito está comprometido em implantar 300 km de ciclovias/ciclofaixas e 200 km de ciclorrotas entre 2021 e 2024. Lembramos que ciclorrotas não protegem os ciclistas se não forem feitas com acalmamento de tráfego e fiscalização. O funcionário da CET afirmou que as ciclorrotas seriam feitas com estreitamento de vias, radares, rotatórias e outras medidas de acalmamento conforme a necessidade. Ele também disse que as ciclorrotas serão sinalizadas somente após concordância dos ciclistas.

A reunião foi muito produtiva e teremos outra em breve. Esperamos que essas reuniões se tornem contínuas nos próximos anos para que possamos fazer mais sugestões para melhorar a segurança em São Paulo. Também esperamos que a SMT e a CET considerem nossas sugestões para os trajetos de novas ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Esse trabalho pode resultar em importantes melhorias pra cidade e nós do Bike Zona Sul acreditamos que podemos construir juntos!

(Equipe Bike Zona Sul: Kristofer Willy, Paulo Alves e Thomas Wang)

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Visão Zero: O que os ciclistas querem para os próximos 4 anos

Ontem, 01/12/2020 a Câmara Temática de Bicicleta (CTB) se reuniu com a Prefeitura pela última vez no ano. Em breve contaremos sobre a reunião e a compartilharemos o material que a Prefeitura apresentou (ainda não recebemos). Enquanto o material da Prefeitura não chega, compartilhamos a apresentação feita por conselheiros da CTB.

O conceito de Visão Zero defende que todas as mortes no trânsito são evitáveis. Ele se baseia em 4 pilares: infraestrutura, educação, fiscalização e punição. Seguindo o Visão Zero, os conselheiros Kristofer Willy, Sasha Hart e Thomas Wang apresentaram as principais demandas dos integrantes da CTB:

  • A volta da participação do prefeito nas reuniões da CTB, conforme previsto em regimento
  • A retomada de campanhas educativas da Prefeitura sobre a preferência de ciclistas e pedestres (com falas do prefeito)
  • Implantação de novas estruturas em vias onde há registros de atropelamentos e/ou forem sugeridas por ciclistas
  • Redução dos limites de velocidade em vias onde há registros de atropelamentos/colisões
  • Aumento na fiscalização para combater a impunidade
  • Alterar o uso do termo “acidente”, que consideramos inadequado e reforça a sensação de impunidade

Durante a apresentação foram citados casos de atropelamentos recentes como exemplos de mortes evitáveis. Esperamos que a Prefeitura considere nossas sugestões e incorpore-as no Plano de Segurança Viária, tanto na teoria quanto na prática.

A apresentação completa está abaixo e, para quem quiser fazer download, disponibilizamos em PDF aqui. Caso desejem utilizar o material, pedimos que entrem em contato conosco pelo Facebook ou Instagram para compartilharmos a versão em formato PPT.

(Equipes Bike Zona Sul e Bike Zona Oeste: Kristofer Willy, Sasha Hart e Thomas Wang)

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Ciclovias do Rio Pinheiros: Como estão e o que queremos

As ciclovias existentes nas margens do Rio Pinheiros são essenciais para quem se desloca de bicicleta nas zonas Sul e Oeste, em especial para quem é do Extremo Sul. Pensando nisso, desde sempre o BZS luta por melhorias nas margens do Rio Pinheiros como mais acessos e mais segurança para ambas ciclovias.

Conhecida como Ciclovia Rio Pinheiros por ter sido inaugurada primeiro, a ciclovia da Margem Leste, foi concedida em foi concedida em maio de 2020. Ela ficou fechada cerca de 5 meses, e nós fizemos duas vistorias em julho, sendo que a ciclovia foi reaberta no início de agosto. Atualmente ela está sendo administrada pela Farah Service e possui um perfil no Instagram, por onde os ciclistas podem tirar dúvidas e sugerir melhorias,

Já a Ciclovia do Trabalhador, mais conhecida como Ciclovia da Margem Oeste, permanece sob responsabilidade do Governo do Estado, que recentemente lançou um edital para concessão de grande parte da Margem Oeste do Rio Pinheiros.

O Bike Zona Sul continua lutando para tornar ambas ciclovias mais acessíveis e mais seguras, por isso fez relatório sobre as ciclovias nas duas margens do Rio Pinheiros. Nosso trabalho começou em agosto, quando mapeamos todos acessos da Ciclovia da Margem Oeste, tanto oficiais quanto populares. Feito o reconhecimento fotográfico, criamos uma planilha com a localização e detalhes sobre todos acessos em ambas ciclovias.

Logo depois a expedição fotográfica e a planilha, convidamos o Bike Zona Oeste para nos ajudar. Após meses de trabalho, criamos o Relatório de Acessibilidade e Infraestrutura Cicloviária das Ciclovias nas margens do Rio Pinheiros. O relatório está disponível em PDF aqui.

Já compartilhamos o relatório com Alexandre Baldy, secretário de Transportes Metropolitanos, e com Michel Farah, o gestor da Ciclovia Rio Pinheiros/Margem Leste. Nos colocamos à disposição para dialogar, fazer sugestões e buscar melhorias para as duas ciclovias.

Para facilitar a leitura de todos, colamos o relatório abaixo. Está em texto para preservar os links.

Ciclovias das margens do Rio Pinheiros
Relatório de Acessibilidade e Infraestrutura Cicloviária

Este relatório tem como objetivo propor melhorias urgentes para a circulação de ciclistas para fins de mobilidade, logística, lazer, esporte e turismo nas margens do Rio Pinheiros, na cidade de São Paulo. Para isso, é necessário ampliar as ciclovias em ambas margens, assim como construir novos acessos e outras estruturas de apoio como guaritas e banheiros. Como qualquer intervenção no Rio Pinheiros e áreas próximas é complexa, buscamos reunir informações úteis para auxiliar o Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura do Município de São Paulo em projetos relacionados ao Rio Pinheiros.

Ciclovia Rio Pinheiros / Ciclovia da Margem Leste

Inaugurada em 2010, a ciclovia percorre a Margem Leste do Rio Pinheiros entre o número 830 da Rua Miguel Yunes e o Parque Villa-Lobos/Estação Villa-Lobos – Jaguaré da Linha 9 Esmeralda. Possui extensão total de 21,5 quilômetros. No caminho passa pelos bairros de Santo Amaro, Brooklin, Itaim Bibi, Pinheiros e Alto de Pinheiros.  

Em 2013 a ciclovia teve seu trajeto interrompido por conta das obras da Linha 17 do Metrô, ainda em andamento. O trecho entre a Estação Granja Julieta e a Ponte Octavio Frias de Oliveira (Estaiada) está bloqueado devido às obras. Para se deslocar entre as zonas Sul e Oeste os ciclistas precisam subir uma escada provisória na Ponte João Dias, atravessá-la desmontados e descer por outra escada provisória na Ciclovia da Margem Oeste para continuar o trajeto, onde só conseguem atravessar de volta para a Margem Leste na Ponte Cidade Jardim, por meio de uma terceira escada provisória. Nas escadas há pequenas rampas adaptadas para bicicletas, porém elas são inadequadas para alguns tipos de bicicleta e o ângulo/dimensões da escada são ruins para a maioria dos ciclistas. Além disso, o estado de conservação das escadas é precário pois elas já estão ali há cerca de 7 anos.

Segundo o site da CPTM, atualmente existem 6 acessos oficiais:

Ressalta-se que o acesso da Passarela da EMAE é através de escadaria com trilho, portanto inacessível para muitas pessoas, como handbikers e adultos com crianças em cadeirinha. É recomendável que seja construída uma rampa com melhor acessibilidade, nos moldes do Parque do Povo ou da Ponte Laguna. 

Há diversos projetos de acessos já aprovados e anunciados, com verba de diferentes origens:

  • Estação Villa-Lobos-Jaguaré, via CPTM (suspenso)
  • Ciclopassarela Bernardo Golfarb (rebatizada com Ciclopassarela Marina Harkot), via Operação Urbana Consorciada Faria Lima (falta licitação da obra)
  • Ciclopassarela Berrini-Panorama, via Operação Urbana Consorciada Faria Lima (falta licitação do projeto executivo e obra)
  • Estação Morumbi, via CPTM (falta finalizar a obra)


Outros problemas na Margem Leste

  • Falta de iluminação 
  • Conflito com automóveis (em direção contrária ao preconizado pelo Código de Trânsito Brasileiro) 
  • Conflito com ciclistas em alta velocidade 
  • Horário restrito 

Demandas específicas

  • Construção urgente dos novos acessos mencionados acima, em paralelo
  • Adequar o fluxo conforme preconizado pelo Código de Trânsito Brasileiro
  • Inibir abusos de velocidade e comportamentos abusivos, sobretudo em locais mais perigosos e em horários de maior movimento de ciclistas menos experientes 
  • Instalar iluminação
  • Estender horário de uso
Ciclovia do Trabalhador / Ciclovia da Margem Oeste

Começa no Largo do Socorro, percorre a Margem Oeste do Rio Pinheiros e acaba na Ponte Cidade Jardim. Possui extensão de 12 quilômetros e passa pelos bairros do Socorro, Guarapiranga, Capão Redondo, Panamby, Morumbi e Butantã.

Atualmente existem 6 acessos oficiais:

É importante destacar que, além dos acessos acima, existem ‘acessos populares`. Esses acessos foram criados por usuários de forma extraoficial, mas atualmente são usados:

Além disso, há 4 acessos previstos, com verba de diferentes origens:

Outros acessos desejados na Margem Oeste

Outros problemas na Margem Oeste

  • Falta de iluminação
  • Falta de policiamento e outras medidas para melhorar a segurança 
  • Falta de transposições para Margem Leste
  • Falta de conexão com as infraestruturas próximas:
    • Av. Luiz Gushiken/Guido Caloi
    • R. Dr. José Augusto de Queiroz/Jóquei Clube
    • R. Agostinho Cantu/rede USP-Estação Butantã

Demandas específicas

  • Construção dos novos acessos mencionados acima, sobretudo a  ciclopassarela Berrini-Panorama, na Av. Guido Caloi, Ponte Guarapiranga, Ponte do Morumbi (transposição pela ponte antiga e acesso pela ponte nova)
  • Extensão da ciclovia pelo Rio Guarapiranga pela estrada abandonada (já asfaltada)
  • Transposição na Estação Sto. Amaro
  • Instalar iluminação
  • Ter policiamento e outras medidas para melhorar a segurança 
  • Melhorias nos acessos existentes (substituir escadas por rampas pedaláveis como a do Parque do Povo)

A planilha com a lista completa de acessos e detalhes sobre as condições está disponível de forma pública aqui.

Encaminhamentos

O potencial das margens do Rio Pinheiros para o uso de bicicleta é evidente e indiscutível, tanto para a mobilidade quanto para o lazer. Ambas margens possuem espaço suficiente para a ampliação das ciclovias existentes, assim como para a construção de novos acessos, novos pontos de apoio, espaços de lazer (como quadras, mirantes, etc) e também espaços comerciais (como cafeterias, lanchonetes, bicicletarias, etc). Para que as margens do Rio Pinheiros atinjam seu potencial e se tornem um novo espaço de lazer, cultura e mobilidade, é necessário que sejam construídos mais acessos. 

Ampliar a acessibilidade e melhorar as condições nas ciclovias existentes é um ponto fundamental, pois permitirá o melhor uso do espaço pela população e a sua transformação a médio e longo prazo. As ciclovias são ferramentas para ocupação e uso do espaço, se tornando base para futuros projetos, incluindo o parque linear do Rio Pinheiros ali, conexão ao norte com uma futura ciclovia na Marginal Tietê e ao sul com a ciclovia Rota Márcia Prado. O uso das ciclovias já é intenso e crescente, com potencial enorme para as pessoas da cidade de São Paulo e do seu entorno.

Os coletivos Bike Zona Sul e Bike Zona Oeste continuam à disposição do Governo do Estado e da Prefeitura para dialogar de forma construtiva, buscando melhorar a acessibilidade, qualidade e segurança em ambas as ciclovias. 

(Equipes Bike Zona Sul e Bike Zona Oeste: Fernando de Abreu, Kristofer Willy, Marivaldo Lopes, Paulo Alves, Sasha Hart, Simone Penninck e Thomas Wang)

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Ghost bike para Joab reúne ciclistas, parentes, amigos e companheiros de trabalho na Jacu-Pêssego

No sábado passado (21/11), estivemos na instalação da ghost bike de Joab Xavier, na Av. Jacu-Pêssego, Zona Leste. A bicicletada em homenagem à Joab foi organizada pelo Bike Zona Leste com o apoio do Bike Zona Sul, Bike Zona Oeste e Bike Zona Norte.

Joab foi atropelado no dia 04/11, quando ia para o trabalho, na região de São Mateus. Segundo colegas de trabalho, Joab fazia o mesmo trajeto todos os dias, independente do horário e do clima, sempre de bicicleta. Alguns já haviam falado sobre o risco de ir de bicicleta na região, mas Joab insistia pois queria economizar o dinheiro do transporte para dar melhores condições para sua família.

A região de São Mateus, onde Joab foi morto, possui poucas ciclovias/ciclofaixas e ainda não está conectada ao restante da rede. Recentemente a Prefeitura iniciou a sinalização de uma ciclofaixa em um trecho da Av. Jacu-Pêssego, porém o local onde Joab foi atropelado não terá ciclovia. Se a Prefeitura tivesse feito uma ciclovia por toda avenida, talvez Joab estivesse vivo. Porém, a demora do poder público em agir permitiu que o atropelamento acontecesse e uma família ficasse sem pai.

Mapa da região mostra que faltam ciclovias (CET)

Cerca de 60 ciclistas de todas regiões e até do ABC estiveram presentes para homenagear Joab, assim como grupos de pedal como o Pedala Itaquera e as Magrelas Aladas. Junto aos ciclistas estavam parentes, amigos e colegas de trabalho em Joab, que participaram em carros e motos. O cortejo foi escoltado pela Polícia Militar desde a Estação São Mateus (Metrô Linha 15 Prata).

Ciclistas se reúnem na Estação São Mateus (Thomas Wang/Bike Zona Sul)

A primeira parada foi a empresa Costa Lavos, onde Joab trabalhava. Para homenagear Joab, os companheiros de trabalho colocaram os caminhões em fila, de frente para o cortejo. Durante o tempo que ficamos lá, colegas de trabalho fizeram discursos falando de Joab e contando um pouco sobre ele. Nas palavras de Chaliton Trajano: “Joab era um companheiro, a gente tomava café junto todo dia e ele era como um irmão, ele era da família Costa Lavos”. Após as falas dos companheiros de trabalho, foi feita uma longa salva de palmas e gritos de “Joab presente” e “Justiça”. Na sede da empresa a Polícia permitiu que o grupo ocupasse 2 das 3 faixas da avenida.

Grupo se reúne no local onde Joab trabalhava. (Simone Penninck/Bike Zona Oeste)

Saindo da empresa, o cortejo se dirigiu para a Avenida Jacu-Pêssego, local do atropelamento. A princípio os ciclistas tentaram utilizar 3 das 5 faixas da avenida, mas a Polícia permitiu somente o uso de 2. Com essas 2 nos reunimos para realizar a homenagem.

Ciclistas, familiares e amigos param no local do atropelamento (Simone Penninck/Bike Zona Oeste)
Ciclistas preparam a ghost bike no local do atropelamento. (Thomas Wang/Bike Zona Sul)

Membros do Bike Zona Sul e Bike Zona Leste retiraram a bicicleta da caçamba da caminhonete e começaram a desmontá-la e pintá-la. Moab, irmão de Joab, e Fabio, cunhado, participaram da pintura da bicicleta fantasma (ghost bike).

Após ciclistas desmontarem a bike, o irmão e o cunhado de Joab pintaram a ghost bike de branco. (Simone Penninck/Bike Zona Oeste)

No local do atropelamento ciclistas, parentes e amigos desenharam bicicletas, pediram ciclovias e escreveram o nome de Joab no asfalto. Durante a pintura foi explicado o significado da ghost bike, de homenagear o ciclista morto. Familiares pediram que todos se reunissem para orar um “Pai Nosso”, todos juntos, mesmo que cada um à sua maneira. Novamente, foram feitas várias salvas de palmas e vários gritos pedindo justiça. Ciclistas relembraram lemas como “Vai ter ciclovia na Paulista e na periferia”, “Mais amor, menos motor” e “Não foi acidente”. Também foram gritados “Justiça para Joab” e “Joab presente”.

Ghost bike secando com desenho de bicicleta e nome de Joab escrito no local onde ele foi morto. (Thomas Wang/Bike Zona Sul)
Faixas e frases pedindo por justiça para Joab e mais ciclovias. (Thomas Wang/Bike Zona Sul)

Após a ghost bike ser fixada no poste próximo do local do atropelamento de Joab, os familiares agradeceram a homenagem e reforçaram que não vão deixar de buscar justiça para Joab. Membros dos coletivos de ciclistas se comprometeram a cobrar a Prefeitura para que ela instale de uma ciclovia no local. Ao final da homenagem, os cortejo se dividiu em grupos menores para estações do Metrô e da CPTM próximas.

Ciclista coloca faixa junto da ghost bike (Sergio Telles/Pedala Itaquera)
(Simone Penninck/Bike Zona Oeste)

Uma ciclovia nesse trecho da Jacu-Pêssego poderia ter salvado Joab. Assim como uma ciclovia da Rua dos Trilhos poderia ter salvado Lucas. Não podemos aceitar atropelamentos de ciclistas por falta de ciclovias ou desrespeito às leis de trânsito. Todo ciclista importa, em todas regiões da cidade, seja em bairros nobres ou na periferia.

Sabemos que o trânsito de São Paulo é violento, mas também sabemos que ciclovias diminuem as mortes de ciclistas, então por que a Prefeitura demora tanto para fazer ciclovias?

Precisamos de ciclovias para proteger pessoas e evitar mortes. Precisamos de ciclovias para que São Paulo seja mais segura e humana.

#JusticaPorJoab  #NaoFoiAcidente #BastaDeMortesNoTransito

(Equipes Bike Zona Sul, Bike Zona Leste, Bike Zona Oeste e Bike Zona Norte / Colaboraram Pedala Itaquera e Magrelas Aladas)


#BikeZonaSul #VaiTerCiclovia #CicloviasSalvamVidas #CidadesParaPessoas #SãoPauloPrasPessoas #BikeSP #Mobilidade #Bicicleta #Transporte #BikeFazBemAoComércio #Compartilhe

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Eleições: vote em candidatos que apoiam os ciclistas!

Nos últimos 15 dias, 3 ciclistas foram atropelados e mortos. Os 3 motoristas que mataram continuam soltos. Pior que isso, entre 2019 e 2020 as mortes de ciclistas aumentaram 64% em São Paulo. Durante esse período, foram feitos apenas 24km dos 174km de novas ciclovias/ciclofaixas prometidas pelo prefeito Bruno Covas (PSDB).

O atropelamento e morte de Marina Harkot nos lembra que a maioria dos ciclistas está em perigo, principalmente pela falta de ciclovias e pela imprudência de motoristas. Com isso em mente, o Bike Zona Sul decidiu divulgar alguns candidatos que se comprometeram com a mobilidade de bicicleta e assinaram a Carta dos Coletivos Regionais de Ciclistas.

A carta foi escrita em conjunto pelo Bike Zona Sul, Bike Zona Leste, Bike Zona Norte e Bike Zona Oeste. Ela apresenta 5 demandas principais, que o candidato/a concorda ao assinar:

  1. Ampliar a rede cicloviária, atingindo no mínimo 1200 km de ciclovias/ciclofaixas e conectando todas as 32 Subprefeituras, todas com padrão de qualidade e adequadas às características viárias; 
  2. Regulamentar o BikeSP – Lei 16.547/16, aprovada pela Câmara Municipal em 2016 que remunera diretamente os trabalhadores e estudantes que utilizam a bicicleta, fazendo a distribuição de renda, movimentando o comércio local, principalmente na periferia, e melhorando a saúde das pessoas; 
  3. Valorizar os ciclo entregadores e dar condições justas para eles trabalharem;
  4. Realizar campanhas de conscientização e ações de fiscalização efetivas, em linha com a política de segurança viária Visão Zero
  5. Instalar bicicletários com controle de acesso nos terminais da SPTrans e dotar de controle de acesso os bicicletários existentes que ainda não possuem.

Ao assinar a Carta, os candidatos/as também se comprometem com o fortalecimento da Câmara Temática de Bicicleta (CTB) do Conselho Municipal de Trânsito e Transportes. Isso quer dizer que, quando eleitos, os candidatos vão atender as demandas da CTB, assim como retomar as reuniões regionais de ciclistas. Essas reunióes são importantes pois possibilitam conversas mais objetivas entre os ciclistas de uma região, vizinhos e o poder público.

Neste domingo, vote em um candidato que se comprometeu com os ciclistas! Para facilitar, fizemos a lista dos candidatos que assinaram a Carta dos Coletivos de Ciclistas:

Candidatos a vereador/a

Candidatos a prefeito/a

Há candidatos que não se comprometeram diretamente com os coletivos de ciclistas, mas se comprometeram com Campanha Mobilidade Sustentável em São Paulo, você pode ver todos no site: mobilidadenaseleicoes.org.br/saopaulo/quem-aderiu/ .

BÔNUS: Veja como se preparar para a eleição!

(Equipe Bike Zona Sul: Kristofer Willy, Marivaldo Lopes, Lucian De Paula, Paulo Alves e Thomas Wang)

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Pedale em paz, Marina Harkot

Ciclistas no velório da Marina. (Thomas Wang/BZS)

A sensação estranha de ter pedalado com um misto de sentimentos. Dor, tristeza, angústia, impotência, indignação, revolta… Tudo isso misturado. Perdemos uma amiga, uma irmã, uma companheira do pedal. Marina Harkot era uma amiga de todos, uma pessoa sempre de bem com a vida, daquelas que fazia todos sorrirem quando ela chegava.

Marina Harkot ao ser eleita representante dos ciclistas no Conselho Municipal de Transporte e Trânsito (CMTT)

Marina tinha 28 anos, uma pesquisadora da USP com mestrado, boas ideias e um futuro brilhante pela frente. Tudo isso deixou de importar no sábado de noite, quando ela foi morta por um motorista que a atropelou e fugiu, deixando ela ferida e sozinha na Av. Sumaré, na Zona Oeste. Não vamos entrar no debate sobre o que aconteceu porque não temos as informações. Mas sabemos que nossa amiga foi atropelada e abandonada por um motorista covarde, que não teve a decência de parar e ligar para o resgate. Um imprudente que fugiu sem prestar socorro.

Ciclistas se dirigem ao local do atropelamento (Thomas Wang/BZS)

Perder alguém querido nunca é fácil. Perder uma pessoa animada como a Marina é pior ainda. Marina é a terceira ciclistas morta em São Paulo em menos de 15 dias:

Nesses atropelamentos, famílias que são destruídas. Para João e Marina, os últimos momentos foram solitários. Fico angustiado quando penso neles no chão, sozinhos. Um motorista (ou qualquer ser humano) que abandone uma pessoa que acabou de machucar é um covarde.

Todos os dias ciclistas ouvem insultos e levam finas de motoristas imprudentes e irresponsáveis como esses. Infelizmente muitos motoristas ainda acham que as ruas são para os carros (ou para quem tem um motor). Mas não são. As ruas são de todos: pedestres, ciclistas, motociclistas, patineteiros, skatistas, motoristas, passageiros… Nossa cidade precisa de ruas inclusivas, de ruas seguras, de ruas humanas.

A bicicleta não é apenas um hobby ou esporte, ela é também é um meio de transporte e uma ferramenta de transformação. Precisamos enxergar os ciclistas, assim como os pedestres, de forma prioritária. Não podemos nos contentar com o mínimo para os mais frágeis (como aquele farol de pedestres que abre por menos de 5 segundos para o pedestre atravessar ou aquela ciclofaixa que praticamente só tem sarjeta e bueiros). As ruas devem ser reformadas para atender as pessoas. Se isso vai diminuir espaço ‘dos carros’ nas ruas, que seja. Precisamos de calçadas e ciclovias largas e lisas, precisamos de travessias elevadas (“lombofaixas”), precisamos de ilhas de pedestres, precisamos de calçadas ampliadas nas esquinas. Precisamos de fiscalização nas ruas. Precisamos transformar nossa cidade para que ela seja ocupada por pessoas, e não motores.

No próximo domingo, 15/11, teremos eleições para prefeito e vereador. Você sabe se o seu candidato defende a implantação de mais ciclovias e ciclofaixas? Não importa o partido e a orientação política, a bicicleta é apartidária. Fazer ciclovias, calçadas, fiscalizar e punir motoristas infratores… Tudo isso melhora a segurança e a qualidade de vida de todos nós. Então vote em um candidato que apoia uma cidade mais humana e mais sustentável. Com certeza Marina iria votar em um candidato/a que defendesse uma cidade mais inclusiva. Ela acreditava na mudança e na humanidade.

Assim como Julie e Igor, Marina é mais uma amiga que se vai. Morta pela violência do trânsito. Tirada de nós subitamente, sem um último abraço ou beijo. Com uma despedida fria e dolorosa. Mas que a dor se transforme em luta. Pois é o que cada um deles faria: continuaria lutando por todos nós.

Marina, Julie, Igor, Lucas e João Xavier. Que esses nomes não sejam esquecidos e que vocês não se tornem dados frios numa planilha ou apresentação da Prefeitura ou Governo. Vocês são nossas estrelas, que nos guiarão nas lutas que virão.

Como diz nosso amigo Alex Gomes, no Estadão: “Por você, Marina, continuaremos lutando pelas coisas bonitas dessa vida, como ver mais gente ocupando a cidade com música e gargalhadas. Queremos ruas que acolham tanto quem caminha a passos rápidos, como quem precisa de bengalas ou quem engatinha.

Nunca te esqueceremos Marina, e por sua história pedalaremos ainda mais.

Homenagem deixada na via onde Marina foi atropelada. (Paulo Alves/BZS)
Homenagem próxima do local onde Marina foi morta. (Paulo Alves/BZS)
Ciclistas próximos ao local do atropelamento. (Thomas Wang/BZS)

#NaoFoiAcidente #BastaDeMortesNoTransito #JusticaPorMarina #MarinaPresente

(Equipe Bike Zona Sul: Carla Moraes, Kristofer Willy, Marivaldo Lopes, Lucian De Paula, Paulo Alves, Taiana Dutra e Thomas Wang)

#BikeZonaSul #VaiTerCiclovia #CicloviasSalvamVidas #CidadesParaPessoas #SãoPauloPrasPessoas #BikeSP #Mobilidade #Bicicleta #Transporte #BikeFazBemAoComércio #Compartilhe




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