Ofício 009/2021 da Câmara Temática de Bicicleta: Manutenção e Melhorias nas Ciclorrotas Existentes e Padronização de Critérios para Implantação de Novas Ciclorrotas

Para baixar o Ofício 009/2021 em PDF, clique aqui.

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Prefeitura cancela reunião com a Câmara Temática de Bicicleta na véspera

Hoje às 13h17 a Secretaria de Mobilidade e Transportes enviou um e-mail informando que a reunião mensal da Câmara Temática de Bicicleta agendada para amanhã às 10h. Veja o e-mail abaixo:

A reunião marcada para o dia 06/07/2021 é a reunião mensal da Câmara Temática de Bicicleta com a Prefeitura, que ocorre na primeira semana de cada mês.

Nós, do Bike Zona Sul, estamos indignados com esse posicionamento da Secretaria de Mobilidade e Transportes e da Prefeitura, que tiveram mais de um ano para organizar o processo eleitoral do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito (CMTT).

Além disso, a Câmara Temática de Bicicleta (CTB) não depende do processo eleitoral do CMTT, já que apenas 2 dos 22 conselheiros e conselheiras são eleitos via CMTT e os outros 20 são indicados e validados pelos conselheiros e conselheiras da CTB.

Nas reuniões do CMTT realizadas nos dias 29/12/2020 (veja a ata no site da Prefeitura) e 26/02/2021 a Prefeitura prometeu apresentar o processo eleitoral do CMTT, o que não foi feito (veja a ata no site da Prefeitura). Ainda em fevereiro/2021, os conselheiros da CTB cobraram a apresentação sobre a organização da eleição do CMTT, mas a Prefeitura nunca respondeu o e-mail.

Veja abaixo a nota de repúdio publicada pelos conselheiros e conselheiras da CTB:

Para fazer o download do Ofício 012/2021 em PDF, clique aqui.

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(Equipes Bike Zona Sul: Erick Araújo, Kristofer Willy, Lucian De Paula, Paulo Alves, Marivaldo Lopes e Thomas Wang)

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Ofício 008/2021 da Câmara Temática de Bicicleta: Análise das Conexões Cicloviárias Propostas 2021

Para baixar o Ofício 008/2021 em PDF, clique aqui.

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Veja a análise regional elaborada pelo Bike Zona Sul aqui!

Ofício 007/2021 da Câmara Temática de Bicicleta: Inclusão de placas educativas para motoristas em todas estruturas cicloviárias futuras e requalificadas

Para baixar o Ofício 007/2021 em PDF, clique aqui.

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Ofício 006/2021 da Câmara Temática de Bicicleta: Sugestões adicionais para o Plano de Metas

Para baixar o Ofício 004/2021 em PDF, clique aqui.

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Ofício 005/2021 da Câmara Temática de Bicicleta: Lista de vias sugeridas para redução do limite de velocidade em São Paulo

Para baixar o Ofício 005/2021 em PDF, clique aqui.

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Ofício 004/2021 da Câmara Temática de Bicicleta: Regulamentação BikeSP – número SEI: 6020.2020/0004838-5

Para baixar o Ofício 003/2021 em PDF, clique aqui.

Para ler o anexo mencionado no Ofício 003/2021, clique aqui.

m contato com a Câmara Temática de Bicicleta, envie um e-mail para camara-tematica-bicicleta@googlegroups.com .

Ciclovia Rio Pinheiros terá seu horário ampliado até às 23h30

Na sexta passada, 07/05, o Bike Zona Sul e o Bike Zona Oeste acompanharam o anúncio de novidades sobre a Ciclovia Rio Pinheiros. Participaram o governador João Doria (PSDB), os secretários Alexandre Baldy (Transportes Metropolitanos) e Marcos Penico (Infraestrutura e Meio Ambiente).

As três novidades apresentadas pelo governador foram:

  • Instalação de iluminação entre a Estação Vila Olímpia e a Ponte Cidade Jardim;
  • Ampliação do horário: agora a ciclovia permanecerá aberta até às 23h30;
  • Instalação de câmeras de segurança integradas ao COPOM da Polícia Militar.

Ano passado divulgamos 10 demandas históricas sobre o uso da bicicleta na Ciclovia do Rio Pinheiros e na Ciclovia Rio Pinheiros – Margem Oeste.

Atualmente, este é o status das demandas:

FEITO (1)

  • Adequar o fluxo conforme preconizado pelo Código de Trânsito Brasileiro .

EM ANDAMENTO (3)

  • Instalar iluminação: 3,5km entregue, os demais trechos devem receber iluminação até Julho/2021 ;
  • Estender horário de uso: executado em um trecho, será extendido para outros trechos após a instalação da iluminação ;
  • Policiamento e outras medidas para melhorar a segurança (como controle de acesso e câmeras): o policiamento aumentou, porém ainda há relatos de roubos na Margem Oeste.

PREVISTO (4)

  • Construção de novos acessos por toda ciclovia: 2 previstos até 2022, 1 na Zona Oeste (Parque Vila Lobos) e 1 na Zona Sul (Hub Global), porém são necessários acessos em todas pontes;
  • Liberar o trecho com obras do Metrô (monotrilho): o cronograma foi revisto novamente prevê o término das obras em 2022 ;
  • Substituir acessos com escadas por rampas pedaláveis (como na Ciclovia da Ponte Laguna, no Parque do Povo ou na Ponte Cidade Universitária): previstos até 2022 nas pontes Cidade Jardim e João Dias ;
  • Inibir excesso de velocidade e comportamentos abusivos: a sinalização e a comunicação melhoraram, porém ainda há muitos relatos de abusos (inclusive com “finas” e xingamentos por parte de alguns usuários…). Esperamos que as câmeras ajudem a coibir esse tipo de atitude inadequada.

SEM RESPOSTA (2)

  • Ampliação da ciclovia pela estrada do Rio Guarapiranga e até a Ponte Vitoriano Goulart ;
  • Transposição entre as margens Oeste e Leste na Estação Santo Amaro.

O Bike Zona Sul e o Bike Zona Oeste continuarão em contato com a administradora da ciclovia, a Farah Service, com o Governo do Estado de São Paulo e a Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo para buscar melhorias em ambas margens do Rio Pinheiros.

As melhorias devem ser elogiadas, assim como os problemas devem ser apontados, mas sempre de forma construtiva e buscando soluções para melhorar a segurança de quem pedala nessas ciclovias.

Veja aqui a lista de acessos das Ciclovias do Rio Pinheiros!

(Equipes Bike Zona Sul e Bike Zona Oeste: Paulo Alves, Sasha Hart e Thomas Wang)

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Ofício 003/2021 da Câmara Temática de Bicicleta: Implantação de ciclorrotas em vias onde há espaço para ciclofaixas

São Paulo, 30 de março de 2021.

Ofício 003/2021 – CTB/CMTT – Câmara Temática de Bicicleta

Ao

Secretário de Mobilidade e Transportes Levi Oliveira

Presidente da CET Jair de Souza Dias

Chefe da Assessoria Técnica Maria Teresa Diniz

Assunto: Implantação de ciclorrotas em vias onde há espaço para ciclofaixas

Prezados,

Nós, conselheiros e conselheiras da CTB, somos a favor da ampliação da malha cicloviária com ciclovias e ciclofaixas e defendemos que as ciclorrotas não devem ser consideradas nas metas dessa gestão.

Segundo o Plano Cicloviário do município, a cidade deverá concluir no mínimo 673 km de novas estruturas, entre ciclovias e ciclofaixas. Para atingir tal meta, o orçamento deve refletir tanto a quilometragem das obras, quanto a qualidade do projeto e dos materiais empregados.

Consideramos que a qualidade do projeto envolve ações, investimentos e distribuição espacial que objetivem a segurança viária e impliquem aumento do número de ciclistas, o que é conhecido como demanda induzida. Esse fenômeno decorre do crescimento da sensação de segurança entre aqueles que decidem começar a usar a bicicleta como transporte. Somado a isso, o aumento do número de ciclistas também potencializa, por si só, a segurança das vias. Aqui defendemos que essa segurança não conseguirá ser construída baseada em ciclorrotas.

Estatisticamente, ciclofaixas e ciclovias influenciam na decisão de pedalar porque são protegidas do volume de tráfego, então ciclistas menos experientes se sentem seguros para usá-las (1). Caso haja uma queda, será naturalmente mais difícil sofrer lesões por outros veículos, visto que a faixa é exclusiva. Numa ciclorrota, no entanto, é possível que sejam atropelados, principalmente considerando o histórico de implementação de ciclorrotas no município, que são criadas sem medidas de acalmamento de tráfego. 

Um estudo em Chicago sugere que o desfecho de segurança em ruas em que ciclorrotas foram instaladas foi pior do que nas ruas com ciclofaixa ou naquelas em que nada foi instalado pensando no ciclista. Uma das explicações possíveis é uma falsa sensação de segurança gerada pela ciclorrota, pois, mesmo com ela, os riscos de quedas e atropelamentos permaneceram os mesmos. Analogamente, mais colisões entre automóveis e pedestres ocorrem quando há apenas a adição de uma faixa de pedestres, sem o tratamento de outras questões de segurança viária (2). 

Uma dessas questões é a cultural. As ciclorrotas reiteram a crença de que o trajeto do automóvel nunca deve ser alterado por conta de outros modais, o que também é percebido por ciclistas que escolhem pedalar na calçada, geralmente por se sentirem mais seguros em relação aos motoristas que se aproximam perigosamente em alta velocidade. Considerando a visão negativa sobre a bicicleta que ainda permeia o senso comum – decorrente da falta de investimentos para o rápido aumento do número de ciclistas –  e a diferença de tamanho e força entre ambos os veículos, bicicleta e carro, expomos ser temerária a decisão de investir em ciclorrotas (3).

Sabemos que as ciclorrotas são mais facilmente instaladas e elimina a dificuldade política para negociar espaço para a bicicleta (2; 3).  No entanto, devemos lembrar que a prioridade deve ser sempre a proteção à vida, em que as ciclorrotas já demonstraram ineficácia, ou eficácia duvidosa (2). Elas jamais trarão o necessário aumento no número de ciclistas gerados por uma ciclovia ou ciclofaixa, nem aumentarão a segurança para esse modal na cidade, de acordo com a estadunidense National Association of City Transportation Officials (NACTO). Enfim, elas jamais devem ser implementadas em vias em que há espaço para se implantar uma ciclofaixa (4).

Temos acompanhado a criação de ciclorrotas recentes no município, sem motivo aparente, em vias nas quais caberiam ciclofaixas nas medidas definidas pelo Manual de Sinalização Urbana Volume 13 da própria CET. Citamos abaixo as ciclorrotas instaladas sem diálogo com a Câmara Temática de Bicicleta ou seus conselheiros:

  • Rua Itália, no Jardim Europa;
  • Rua Potiguar Medeiros, em Pinheiros (viário que tem velocidade de 40km/h e ciclorrota erroneamente  contabilizada como ciclofaixa no Mapa de Infraestrutura Cicloviária (5);
  • Rua José Vicente Cavalheiro e Rua Santo Arcádio, na Chácara Santo Antônio (possuem placas de ciclorrota, mas não há sinalização horizontal);

Nos casos citados, não foram feitas medidas de acalmamento de tráfego para forçar a redução de velocidade dos veículos motorizados e, consequentemente, o ciclista corre risco de ser atropelado fatalmente por estar desprotegido. Como conselheiros da Câmara Temática de Bicicleta, reforçamos que ciclorrotas só devem ser implantadas caso a rua não possua espaço para receber ciclovia ou ciclofaixa e que todas as ciclorrotas devem ser implantadas com elementos acalmadores de tráfego (tais como chicanas, lombadas, estreitamentos da via, a instalação de radares, dentre outros) e os pictogramas devem ser desenhados centralizados na faixa de rolagem, não junto à zona de abertura de portas do estacionamento. Caso haja áreas de estacionamento e/ou mais de uma faixa em cada sentido da via, deve ser implantada ciclovia ou ciclofaixa conforme o Manual de Desenho Urbano e Obras Viárias da Secretaria de Mobilidade e Transportes, publicado em 2020 (6). 

Essas ciclorrotas não adensam a malha cicloviária e não aumentam em conjunto as seguranças objetiva e percebida (1), sendo responsáveis por frear o aumento do número de ciclistas e potencializar o número de lesões e mortes.  Ressaltamos que nenhuma dessas intervenções foram discutidas em reuniões com membros da CTB, nem faziam parte das prioridades já definidas pela sociedade civil.

Esperamos que as informações apresentadas sejam úteis e nos disponibilizamos para conversar sobre as infraestruturas cicloviárias existentes e planejadas. Novamente, nos colocamos à disposição para possíveis esclarecimentos e reiteramos nosso compromisso de dialogar de forma democrática e construtiva. Para isso, deixamos o e-mail de contato dos conselheiros: camara-tematica-bicicleta@googlegroups.com .   

Atenciosamente,

Câmara Temática da Bicicleta

do Conselho Municipal de Trânsito e Transportes

da Prefeitura Municipal de São Paulo

Para entrar em contato, envie um e-mail para camara-tematica-bicicleta@googlegroups.com .

REFERÊNCIAS:

1. Fowler, Stephanie L.; Berrigan, David; Pollack, Keshia M. (2017). Perceived barriers to bicycling in an urban U.S. environment. Journal of Transport & Health, (), S2214140517301263–. doi:10.1016/j.jth.2017.04.003      

2. N. N. Ferenchak and W. E. Marshall, Advancing healthy cities through safer cycling: An examination of shared lane markings, International Journal of Transportation Science and Technology, https://doi.org/10.1016/j.ijtst.2018.12.003

3. Furth, Peter G, Daniel M Dulaski, Dan Bergenthal, & Shannon Brown. “More Than Sharrows-Lane-Within-A-Lane Bicycle Priority Treatments in Three US Cities.” 2011 Transportation Research Board Annual Meeting conference paper, Transportation Research Board, Washington, DC: 2011.

4. Mcentee, Brian. What are sharrows? Our guide to the notorious shared lane marking Bicycling magazine. 27 de agosto de 2020. Disponível em: https://www.bicycling.com/news/a20044419/what-are-sharrows-used-for/. Acesso em: 23 de março de 2021.

5. Maps de Infraestrutura Cicloviária da CET / Prefeitura de São Paulo:  http://www.cetsp.com.br/consultas/bicicleta/mapa-de-infraestrutura-cicloviaria.aspx  . Acesso em 29 de março de 2021.

6. Manual de Desenho Urbano e Obras Viárias da SMT / Prefeitura de São Paulo: http://www.manualurbano.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/cetmanual-de-desenho-urbano00baixa.pdf . Acesso em 29 de março de 2021.

Ofício 002/2021 da Câmara Temática de Bicicleta

São Paulo, 19 de março de 2021

Ofício 002/2021 – CTB/CMTT

Ao:

Secretário de Mobilidade e Transportes Levi Oliveira

Presidente da CET Jair de Souza Dias

Chefe da Assessoria Técnica Maria Teresa Diniz

Assunto: Inclusão de demandas no Programa de Metas 2021-2024

Prezados,

A Câmara Temática de Bicicleta, parte do Conselho Municipal de Trânsito e Transporte, vem solicitar a inclusão das nossas demandas específicas no Programa de Metas a ser apresentado pela gestão.

Cientes de que haverá espaço para participação da sociedade civil, nós solicitamos que as discussões internas feitas pelos servidores municipais levem em consideração a inclusão dos seguintes itens. Esperamos que eles sejam pleiteados pela equipe da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte, bem como da CET – Companhia de Engenharia de Tráfego, a fim de tornar mais completo, focado e eficiente o que será levado para consulta pública.

Metas solicitadas pela Câmara Temática da Bicicleta:

Meta 0: Aplicar todas as estratégias recomendadas da “Visão Zero” para reduzir o índice de mortes no trânsito para valor igual ou inferior a 2 a cada 100 mil habitantes, por ano.

Descrição: O indicador considera óbitos ocorridos até 30 dias após o acidente de trânsito e a média de ocorrências nos 12 meses anteriores.

Unidade de medida: Unidade / 100 mil.

Valor base: 6,07 a cada 100 mil habitantes (ano base 2020).

Meta 1: Conectar todas as 32 Subprefeituras via rede cicloviária composta por ciclofaixas e ciclovias. 

Descrição: Hoje 20 Subprefeituras não têm conexões cicloviárias com o Centro da Cidade, de modo que seus 7.130.457 milhões de habitantes (dado de 2010) não têm garantida a opção de pedalar de forma segura até aquela região. A prefeitura deve utilizar a expansão da malha cicloviária de modo que todas as subprefeituras tenham pelo menos uma rota contínua conectando à subprefeitura Sé. 

Unidade de medida: Percentual (%) de subprefeituras conectadas ao centro por ciclovias/ciclofaixas. 

Valor base: 12 subprefeituras tem conexão com o centro (37,5%).

Meta 2: Expandir a malha cicloviária existente em 1.000km incluindo eixos cicloviários 

Descrição: Expandir, através da construção de ciclovias e ciclofaixas, a malha cicloviária do município incluindo a conexão de eixos cicloviários existentes (por exemplo, na Radial Leste, de modo a conectar a Zona Leste com o Centro) e a criação de novos eixos (por exemplo, na Marginal Tietê, de modo  a conectar a Zona Leste e Norte com a Ciclovia da Marginal Pinheiros). Os 1.000km incluem os 677 km previstos no Plano Cicloviário (publicado em 2019), acrescidos de mais 223km devido à situação da pandemia.  

Unidade de medida: Quilômetro (km) de novas ciclovias e ciclofaixas adicionado à malha cicloviária. 

Meta 3: Transformar 200 km de ciclofaixas em ciclovias.

Descrição: Requalificação de 200 km de ciclofaixas, transformando-as em ciclovias segregadas do trânsito, priorizando as rotas em avenidas arteriais, de alta demanda ou alto índice de infrações.

Unidade de medida: Quilômetro (km) de via com mudança de tipologia.

Valor base: 0 km. Até hoje nunca houve requalificação de ciclofaixa em ciclovia.

Meta 4: Criar 12.000 vagas em bicicletários urbanos públicos.

Descrição: Criação de bicicletários públicos, gratuitos, de livre uso pela população, com horário de funcionamento no mínimo equivalente ao funcionamento do transporte coletivo. 

Unidade de medida: Quantidade de vagas disponíveis (unitário).

Valor base: Atualmente existem 6.961 vagas em bicicletários urbanos, segundo levantamento da SMT de março de 2021.

Meta 5: Instalar 12.000 paraciclos de rua

Descrição: Instalar paraciclos, do modelo aprovado pela CET, em logradouros e espaços públicos (incluindo escolas).

Unidade de medida: Quantidade de paraciclos instalados (unitário).

Valor base: O levantamento da SMT de Março/2021 apresentado à CTB indica 904 paraciclos instalados.

Meta 6: Regulamentar o programa BikeSP.

Descrição: Regulamentação e implementação do programa BikeSP, Lei Municipal nº 16.547, de 21 de setembro de 2016, que institui o pagamento dos estudantes e trabalhadores que utilizarem a bicicleta como modal de transporte. Cadastrar pelo menos 200.000 estudantes e 300.000 trabalhadores.

Unidade de medida: Usuário cadastrado (unitário).

Valor base: O BikeSP não está regulamentado atualmente.

Meta 7: Desativação total do Elevado João Goulart, o “Minhocão”, para automóveis motorizados.

Descrição: Fechamento total e permanente do Elevado João Goulart para a circulação de automóveis motorizados, conforme previsto no Plano Diretor Estratégico do município, independente da destinação de parque ou desmonte.

Unidade de medida: Sim ou não.

Valor base: Atualmente não está fechado.

Meta 8: Ampliar as Campanhas de Educação de Trânsito sobre mobilidade ativa, incluindo combate ao assédio sexual  

 Descrição: Oferecer programas para todas as escolas públicas e privadas, motoristas de ônibus e táxis, bem como vincular semestralmente mensagens (educativas e protetoras) nas diferentes mídias e regiões da cidade. 

Unidade de medida: Número de campanhas e abrangência dos programas (incluindo escolas, regiões e rede de transporte público) .

Valor base: Desconhecido.

Meta 9: Ampliar e tornar permanente o programa “Sexta Sem Carro” no centro.

Descrição: O programa “Sexta Sem Carro”, que acontece na última 6a feira de cada mês, deve ser progressivamente expandido, até se tornar política permanente toda sexta-feira, com sinalização, placas e intervenções viárias substituindo os agentes da CET que fazem a orientação do programa temporário hoje.

Unidade de medida: Dias de fechamento por ano, mês e semana.

Valor base: Atualmente apenas 12 dias por ano (última sexta feira de cada mês).

Meta 10: Contratar e ampliar o número de Agentes de Trânsito da CET.

Descrição: Contratação e ampliação do número de Agentes de Trânsito da CET – Companhia de Engenharia de Tráfego para atender a recomendação do Denatran de 1 agente para cada 1.000-2.000 veículos na cidade, de acordo com recomendação de relatório do TCM (2017). 

Unidade de medida: Agentes contratados (pessoa).

Valor base: Conforme recomendação do TCM publicada em: DOC16023082017 (70) https://static-files.folhadirigida.com.br/uploads/banco_editais/cet-sp-3.pdf 

Meta 11: Construir 13 pontes cicloviárias.

Descrição: Construção das 13 pontes para ciclistas e pedestres, e pontes com infraestrutura cicloviária, previstas no Plano Cicloviário

Unidade de medida: Unidade.

Valor base: Zero. 

Meta 12: Criar políticas específicas para aumentar a igualdade de gênero dos usuários diários da bicicleta.

Descrição: Criar políticas específicas para reduzir a disparidade de gênero entre ciclistas homens e mulheres na cidade.

Unidade de medida: Pontos percentuais de diferença reduzidos (p.p.).

Valor base: 70 pontos percentuais de disparidade. Homens 85% / Mulheres 15% (pesquisa Origem e Destino 2017).

Novamente, nos colocamos à disposição para possíveis esclarecimentos e reiteramos nosso compromisso de dialogar de forma democrática e construtiva.

Atenciosamente,

Câmara Temática da Bicicleta

do Conselho Municipal de Trânsito e Transportes

da Prefeitura Municipal de São Paulo


Veja os outros ofícios da Câmara Temática de Bicicleta:
Ofício 001/2021


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